Dezembro Vermelho – Como casal soropositivo pode ter filhos?

Mês de conscientização sobre prevenção e tratamento ao HIV/AIDS

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Os avanços dos tratamentos das doenças infectocontagiosas trouxeram um aumento na expectativa e qualidade de vida desses doentes e, com o avanço das técnicas de reprodução assistida é possível que casais soro discordantes (onde apenas um dos parceiros é portador do vírus) possam gerar filhos saudáveis, livre da doença.

A situação mais comum são casais que o homem é portador do HIV e a mulher não. E nestes casos não existe a contra indicação da gravidez por se tratar de uma mulher saudável. Nesta situação é indicada a lavagem seminal. A técnica consiste em processo de centrifugação e ultra filtragem do sêmen com a finalidade de se obter espermatozoides livres da contaminação do vírus, que possa estar presente no líquido seminal.

Uma pequena amostra desta coleta deve ser enviada para análise de carga viral e a outra congelada. Após o recebimento do laudo com a negativação do vírus, o material congelado pode ser utilizado para os procedimentos de inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.

Casos onde a mulher é infectada pelo HIV e o homem não, o quadro clínico da mulher é o fator determinante. Mulheres com carga viral baixa ou indetectável podem realizar tratamentos de Reprodução Assistida. Nesta situação temos que lembrar do risco de transmissão vertical para a criança através da gravidez, parto e amamentação, mas que com todos os cuidados pode ser diminuído.

É importante ressaltar que antes de se iniciar o tratamento de reprodução assistida, os pacientes devem ter o aval do seu infectologista.

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Amanda Volpato

Amanda Volpato

Ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana com graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina; Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia na Maternidade Carmela Dutra – SES/SC; Pós-graduação em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana – USP/SP; Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); Fellowship em Técnicas de Reprodução Assistida e Andrologia pela Cleveland Clinic –Cleveland/Ohio; Certificado de Atuação na Área de Reprodução Assistida (AMB/FEBRASGO); Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA); Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM); Membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE); Diretora Clínica da Clínica Hope – São Paulo.
10-12-2020 |

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