Neurociência no home office: é possível?

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Mais de seis meses se passaram desde o anúncio do início da pandemia do Covid-19. Foi um choque para todos, pois estávamos enfrentando um inimigo desconhecido, sem saber ao certo quais medidas eram realmente efetivas e como iríamos viver daqui pra frente. As perguntas que ficavam no ar eram: Até quando viveremos assim? Quando teremos uma vacina?

O clima de tensão afetou também o mercado, desde o pequeno empreendedor até os grandes players mais consolidados. Procurando seguir as normas da OMS, os colaboradores se viram numa situação onde era necessário transformar a residência em uma extensão do escritório – com reuniões online, relatórios diários e horas de trabalho muitas das vezes além do normal.

A arquitetura corporativa, que é o nicho de projeto voltado para escritórios e ambientes de trabalho, tem como objetivo criar ambientes que estimulem a produtividade e a criatividade, a qualidade de vida e o bem-estar. Diversas técnicas projetuais são utilizadas de modo que o usuário se sinta bem por estar ali, e um dos estudos que tem tido um grande crescimento recentemente é o da Neurociência aplicada à Arquitetura (ou Neuroarquitetura), que visa compreender o funcionamento do cérebro humano e como ele reage ao ambiente projetado: que sensações ele tem, os cheiros, ou até lembranças que remetem à tranquilidade.

E onde fica isso no cenário atual? A maioria das pessoas não está em um escritório bem projetado, e sim trabalhando em casa num ambiente que sequer foi pensado que, em algum dia, seria utilizado como home office. É possível utilizar o conceito da Neuroarquitetura em um ambiente residencial? É ele a forma ideal de amenizar o stress de conciliar trabalho, bem-estar e família?

O primeiro passo é entender que é imprescindível o acompanhamento de um profissional nesse processo – seja um arquiteto, designer de interiores ou algum outro especialista nessa área – que conseguirá compreender a real necessidade do cliente e propor soluções que melhorem o dia a dia de trabalho. Diversos conceitos são aplicados nesse trabalho, como por exemplo: psicologia das cores, design biofílico, ritmo circadiano, entre outros.

O objetivo dessa consultoria é auxiliar o cérebro a entender que trabalhar em casa pode ser sim uma boa experiência, já que nossa tendência é de imaginar que a residência está ligada diretamente ao descanso e ao lazer, e o escritório está ligado ao trabalho (e muitas vezes ao stress). Trabalhar em casa muitas das vezes pode parecer incômodo por conta dessa “rotina cerebral” – e acredite, isso tem ligação direta com a procrastinação.

É também importante entender que isso não é um tipo de fórmula mágica para uma super produtividade em casa, e nem que é impossível trabalhar home office sem um estudo de ambiente de trabalho com base na Neuroarquitetura. Mas sim explicar que algumas técnicas que são aplicadas em um projeto de arquitetura corporativa não são exclusivas para esse tipo de ambiente, e que é possível adaptá-las a essa nova realidade do trabalho remoto, visto que adaptação é a palavra que descreve esse período de pandemia, que não se restringe por localidade, etnia ou tamanho de empresa no mercado.

Analise seu ambiente de trabalho e reflita: Será que é possível ter mais resultados? Meu espaço atual é satisfatório? Pense nisso.

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Pedro Juvenal

Pedro Juvenal

Arquiteto e Urbanista formado pela Universidade Estácio de Sá, e trabalha na construção civil a mais de 07 anos. Atualmente é responsável pelo escritório PJ Arquitetura e Design que trabalha com foco na área de Arquitetura Corporativa, criando soluções que potencializam a produtividade e eficiência nos ambientes de trabalho.
13-10-2020 |

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