SETEMBRO AMARELO – PELA VALORIZAÇÃO DA VIDA

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Uma triste realidade aqui no Brasil, em que são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos e mais de um milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos estavam relacionados a transtornos mentais, sendo em primeiro lugar a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Com o objetivo de prevenir, conscientizar e reduzir estes números, foi criada a campanha Setembro Amarelo®, que cresceu e ocorre em todo o Brasil.

A campanha que acontece no mês de setembro, busca a conscientização sobre a prevenção do suicídio. Esta é uma ação de extrema importância, uma vez que o suicídio é um problema grave de saúde pública e que, muitas vezes, pode ser evitado.

Em 2018, o CVV, uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, programou diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento. Alguns exemplos são: caminhadas, palestras, balões amarelos, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados, distribuição de folhetos e atendimentos em locais públicos.

No ano atípico de 2020, com a pandemia, é preciso adesão redobrada a campanhas de prevenção à vida, já que podem existir muitos casos de pessoas que desenvolveram depressão durante o isolamento social, devido a inúmeros fatores.

Muitos suicídios podem ser evitados e esse é um dos focos da campanha, pois se conseguimos perceber a tempo os sinais de alerta que uma pessoa emite, conseguimos agir com eficiência e evitar uma tragédia. Se você perceber que uma pessoa, por exemplo, está desinteressada, desestimulada, não tem mais a mesma produtividade de antes, está  se isolando, se descuidando da aparência, não se importa mais com suas atividades diárias ou diz muitas frases relacionadas à morte, isso pode ser sinais de que aquela pessoa está precisando de ajuda.

O primeiro passo é conversar com essa pessoa, deixando-a falar, sem emitir julgamentos ou opiniões sobre o assunto. Deixe bem claro que sua vontade é apenas ajudar. O que devemos lembrar sempre é que não devemos medir a dor dos outros pelas nossas experiências pessoais e entender que o que não nos afeta não necessariamente não causa dor e sofrimento no outro.

Não é preciso estar ligado ao CVV ou a outra instituição para se mobilizar. Empresas podem fazer ações internas, distribuir materiais informativos e promover palestras sobre o assunto. Órgãos públicos podem iluminar de amarelo fachadas de prédios, promover atividades, falar sobre prevenção nas unidades de saúde e escolas. E cada pessoa pode se mobilizar usando uma fita amarela ou vestindo amarelo, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto.

Procure formas de se engajar na causa e ajudar a salvar vidas!

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Michele Silveira

Michele Silveira

Michele Silveira é formada em Psicologia pela Universidade Gama Filho (CRP 05-24665), com especialização em saúde mental e saúde mental feminina. Tem vasta experiência clínica e também na área de Recursos Humanos. Possui também graduação em Letras com habilitação em inglês e pós-graduação na área. Atende no seu consultório no Vogue Square, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
03-09-2020 |

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