COVID E TROMBOSE

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Os problemas vasculares estão entre os fatores de risco do novo coronavírus. Anticoagulantes estão sendo usados no auxílio do tratamento da infecção quando há evidências de formação de trombos pulmonares. Alguns pacientes, com ou sem histórico de doenças circulatórias, estão sendo vítimas de trombose. A doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos problemas cardiovasculares que mais mata no mundo.
 A trombose é a formação de coágulos no interior das veias e artérias, que causam a obstrução total ou parcial dos vasos. O tratamento desse trombo é feito com anticoagulante, ele vai estimular a dissolução do trombo no interior daquele vaso. Muitas pessoas ainda possuem dúvidas a respeito da relação da trombose com varizes. As varizes podem levar à trombose, mas não é uma regra. A variz é uma veia dilatada na qual o sangue circula mais lentamente, o que favorece a coagulação. E é quando um coágulo impede o fluxo sanguíneo que ocorre a trombose. Mas nem todo paciente que tem varizes vai ter trombose, mas o risco é maior.
Vale lembrar que as varizes não são só uma questão estética, a doença precisa ser tratada, já que as veias dilatadas podem estar associadas a complicações mais graves como processos inflamatórios na pele como tromboflebite, feridas como úlceras varicosas.
A afirmação de que só os idosos têm problemas de trombose, não é verdade. A trombose venosa, que acomete principalmente os membros inferiores, pode aparecer em pessoas jovens, com idades entre 20 e 45 anos. Para diagnosticar a doença é preciso um exame clinico dos sintomas, exames laboratoriais são importantes para descartar as doenças que cursam o estado de hipercoagulação e a realização de um eco Doppler venoso que é um ultrassom que examina o vaso que está obstruído.
Quem desenvolve a doença tem uma alteração em um dos componentes da tríade de Virchow. Essa tríade é formada questões relacionadas ao estado de hipercoagulação, lesão da parede arterial, lesões mecânicas em cima da veia levando a uma lesão endotelial e a estase sanguínea, que é a diminuição da velocidade no interior da veia, levando a uma maior propensão da formação de coagulo. Qualquer um desses três fatores pode propiciar o aparecimento da trombose.  No caso do Covid 19, a infecção propicia uma hipercoagulação sanguínea. Quem já possui problemas circulatórios deve ficar mais atento.

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Ricardo Brizzi

Ricardo Brizzi

Angiologista e Cirurgião Vascular. Fez residência médica em cirurgia vascular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período de 1993 a 1996. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em SP, trabalhou no serviço publico no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos Responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or e diretor da Clínica Varilaser.
14-05-2020 |

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