Idosos e a circulação sanguínea em tempos de quarentena

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Os idosos são a grande preocupação de contaminação da Covid-19. Isolados em suas residências neste período de quarentena, eles estão afastados de suas atividades diárias de fisioterapia, de caminhadas na praia ou praças e isso faz com que muitos fiquem muito tempo sentados ou deitados. Essa imobilidade temporária pode afetar a circulação sanguínea. É preciso algumas medidas para evitar inchaços, sensação de peso nas pernas e até as temidas tromboses.

As dicas são simples para os mais velhos. Além de evitar ficar sentado ou deitado por muitas horas, é indicado diminuir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, aumentar a hidratação e sempre que possível fazer exercícios em casa. Um bem simples é a movimentação dos pés pra cima e para baixo trabalhando a panturrilha, que auxilia no bombeamento do sangue para o coração. Vale também deitar e deixar as pernas elevadas por pelo menos 30 minutos diariamente.

Os idosos que já possuem problemas circulatórios devem redobrar a atenção a essas medidas. A variz é uma veia dilatada na qual o sangue circula mais lentamente, o que favorece a coagulação. E é quando um coágulo impede o fluxo sanguíneo que ocorre a trombose.  Nem todo paciente que tem varizes vai ter trombose, mas o risco é maior.  Quem desenvolve a doença tem uma alteração em um dos componentes da tríade de Virchow. Essa tríade é relacionada ao estado de hipercoagulação, lesão da parede arterial e lesões mecânicas em cima da veia, levando a uma lesão endotelial e a estase sanguínea – que é a diminuição da velocidade no interior da veia – levando também a uma maior propensão da formação de coagulo. Qualquer um desses três fatores pode propiciar o aparecimento da trombose.

Ficar muito tempo sentado ou deitado, sem mexer as pernas, prejudica o retorno do sangue venoso das pernas e pés para o coração. Assim, se o sangue demora a fazer esse retorno, pode se formar dentro das veias um coágulo sanguíneo,provocando a trombose.

Vale lembrar que para evitar as doenças circulatórias devemos ter hábitos saudáveis, observar alguns fatores de riscos como o tabagismo, sedentarismo, diabetes, hipertensão e histórico familiar, além de praticar exercícios regularmente.

 

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Ricardo Brizzi

Ricardo Brizzi

Angiologista e Cirurgião Vascular. Fez residência médica em cirurgia vascular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período de 1993 a 1996. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em SP, trabalhou no serviço publico no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos Responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or e diretor da Clínica Varilaser.
30-03-2020 |

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