VERÃO: MAIOR DESTAQUE PARA OS CUIDADOS COM A PELE

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Foto: Visual Hunt

 

Lesões que não cicatrizam ou que sangram com facilidade, assim como a presença de pintas que mudam de cor e de tamanho, merecem atenção. As pessoas de pele, olhos e cabelos claros e com histórico familiar devem ter atenção redobrada ao problema.

O câncer de pele é o mais frequente entre os cânceres no Brasil, tanto em homens como em mulheres. Em 2018, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 165.580 novos casos de câncer de pele não melanoma.

As pessoas devem estar atentas às áreas de maior exposição solar, tais como rosto, orelhas, nuca, costas, braços e pernas. O diagnóstico precoce possibilita a cura do câncer da pele, ou seja, quanto mais cedo a lesão for diagnosticada, maior a chance de cura. Diante de qualquer lesão suspeita, a pessoa deve procurar um dermatologista.

Há três tipos principais de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. O carcinoma basocelular é o mais comum de todos os tipos de câncer da pele, geralmente se apresenta como uma ferida que sangra espontaneamente ou nódulo (caroço) que cresce aos poucos, é mais frequente em pessoas de pele clara e em regiões de maior exposição solar.

O espinocelular é o segundo tipo de tumor mais frequente. No geral, trata-se de uma ferida ulcerada, de crescimento rápido e que pode se tornar vegetante (semelhante a uma verruga). Pode ocorrer devido à exposição solar e por danos na pele (feridas crônicas ou cicatrizes). Já o melanoma, embora menos frequente, pode ser um câncer mais grave. Este tipo de tumor aparece como um sinal escuro, acastanhado, mas que pode assumir diferentes tons do castanho ao preto.

O exame detalhado da pele feito pelo dermatologista é primordial para detectar lesões suspeitas. Existe um aparelho chamado dermatoscópio com o qual o profissional complementa o exame físico. No caso de haver uma lesão suspeita, é realizada uma biópsia (retirada de um pequeno fragmento desta lesão) e enviado o material para análise histopatológica para fins de confirmação do tipo de câncer de pele.

As pessoas de pele morena ou negra também devem se preocupar. Apesar de essas pessoas terem a pele naturalmente mais protegida, devido à maior presença do pigmento melanina, também podem desenvolver um câncer de pele.

No verão, época em as pessoas se expõem mais ao sol, alguns conselhos são importantes, como evitar a exposição solar em excesso, principalmente entre 10 e 16 horas; usar diariamente protetores solares com o fator de proteção solar (FPS) de 30 ou mais e reaplicar a cada 2 horas; lembrar de aplicar o protetor solar mesmo quando embaixo de barracas ou dentro da água; não se esquecer das medidas de proteção física: chapéus (especialmente pessoas com calvície), óculos escuros e vestimentas. E é importante lembrar que crianças a partir dos 06 meses já podem usar protetores solares.

 

 

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Mirna Marquezini

Mirna Marquezini

Médica Dermatologista da Clínica Neurovida - Recreio. Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em Dermatologia pelo Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
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19-12-2019 |

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