Casais que trabalham juntos podem ser mais produtivos, unidos, felizes e bem sucedidos?

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Não sabemos, mas com certeza serão bastante desafiados a expressarem sua identidade, manterem seus objetivos individuais, trabalharem as diferenças e se proverem de conhecimentos e experiências que estão fora do escopo de trabalho ou do negócio.

Ser protagonista da própria vida, implica em fortalecer consciência de quem somos e do que nos rodeia, ter atitudes que expressa nossa identidade, sentir-se proprietário daquilo que temos como capacidade, e sabermos fazer escolhas e tomar decisões assumindo riscos e consequências.
Poder viver e expressar tudo dentro de um projeto de vida e negócio, nos permite ser bem sucedido.
 
As dificuldades ou facilidades serão ampliadas se temos um projeto profissional comum, seja porque, somos sócios ou trabalhamos juntos.
Necessitamos de cuidados especiais quando estamos nessa situação, algumas facetas deste contexto são:
 
– A definição do papel dentro do negócio, as responsabilidades e a autoridade para cumprí-lo. Saber o que se espera de mim, o que vou entregar e sobre o que tenho poder de decisão.
– Emoções e sentimentos maduros ao serem expressos criam clima, dão estabilidade às relações e facilitam a convivência, por isso é muito importante guardá-los e expressa-los com respeito. Se briguei com o meu parceiro em casa, não posso continuar a fazê-lo no trabalho. Se costumo “chutar o balde” e ter explosões, as pessoas do trabalho não podem ser afetadas.
– Feedback – Sabemos que é uma prática indispensável para evolução das pessoas e equipes. O casal precisa aprender a faze-lo como exercício de superação e confiança. Seguramente será mais difícil se existe uma relação de medo, insegurança ou baixo protagonismo de uma das partes.
– Criar equipes e/ou colaboradores que se integrem sem antagonismos.
– Falar de dinheiro e ganhos parece mais fácil quando há pouco e/ou a fase do negócio ainda não permite, nesse momento de construção todos colaboram, na medida que o negócio cresce dois elementos serão importantes, sair da condição de mão de obra barata remunerando o profissional com visão de mercado, e ter clareza  das participações dentro da sociedade.
– Cada um é responsável por manter e desfrutar dos seus gostos e preferências, o que permite amizades, contatos e atividades, fontes de novidades e novos conhecimentos. Imagine que tédio seria ter que falar horas por dia sobre as mesma coisas, pessoas e situações.
– Fazer acordos ou “combinados” para manter o papel de mãe, e familiar isolado do papel profissional nos finais de semana, refeições e momentos de intimidade.
– Criar atividades ou interesses que juntam o grupo familiar em temas diversos e divertidos.
– Zelar pela privacidade e discrição nos temas da família e da empresa.
– Cuidar para que os territórios, os caixas, empresa ou casa não se confundam.
– Expressões desqualificadas como “cala a boca”, “não sabe”, “vindo dela…”, destroem a relação não só do casal, mas também das pessoas que convivem com eles.

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Rosa Bernhoeft

Rosa Bernhoeft

Rosa Bernhoeft é graduada em Educação e Engenharia, coach de altos executivos, fundadora da Alba Consultoria e autora de três livros sobre os temas de Mentoring e Sucessão.
12-11-2019 |

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