COMO O PROFESSOR PODE PRESERVAR A SUA VOZ?

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O professor é o profissional que gera todos os futuros profissionais, disso todos já sabem, mas pouco é realmente falado sobre qual tipo de desgaste ele passa a apresentar pouco tempo após o início do exercício da profissão. É uma jornada difícil até chegar à aposentadoria sem ter que se afastar do seu posto por incapacidade.

Precisamos lembrar do ambiente onde o educador se insere: salas de aula, em sua grande maioria, cheias de alunos com muita energia e pouca concentração no aprendizado, ruidosas, com acústica falha para a voz do profissional, e ricas em fatores que ressecam a mucosa que reveste o trato vocal do professor (sejam estes ligados ao pó do giz que fica suspenso no ar respirado ou às salas confortavelmente climatizadas que tiram a umidade do ambiente).

Sabendo disto, é fundamental proteger a voz do professor, um elemento tão sensível e primordial, que uma vez extinto gera uma cascata de problemas que envolvem desde o afastamento temporário até a retirada absoluta do cargo, buscando o restabelecimento das funções vocais dele e a consequente impossibilidade de cumprimento de calendário letivo anual, séries de reposições de aula onde nem todos comparecem, queda na qualidade do aprendizado, entre outras.

Não é fácil, mas veja a seguir uma lista com seis ações práticas para evitar abusos vocais e outros prejuízos a médio ou longo prazo:

1. Hidrate-se: Por compor a maior parte do nosso corpo, a água ajuda na mobilização de estruturas que contemos em nós mesmos e que trabalham a nosso favor, restituindo o tecido que reveste todo o nosso trato respiratório e vocal. Três litros é o ideal diário a ser consumido e a inalação com soro fisiológico antes da exposição à fala prolongada também se mostrou positiva.

2. Use a respiração a seu favor: Com uma respiração mais potente, o ar faz a força para que a voz se projete no espaço ao invés da laringe, gerando menos dano.

3. Passeie pela sala: Além de ajudar no controle de turma e na criação de vínculo mesmo com o aluno mais isolado, diminui-se também a necessidade de expandir a voz ao chamar a atenção deles.

4. Fale menos: Talvez não haja muito o que ser feito durante a explicação do tópico da aula, mas certamente o aluno pode participar mais ativamente de respostas e de debates, o que estimula a sua autonomia e tira parte da carga do professor.

 

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Ludmilla Silva Melo

Ludmilla Silva Melo

Ludmilla Silva Melo é Fonoaudióloga e especialista em Zumbido do Centro de Pesquisa e Diagnóstico do Zumbido. É formada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua em Saúde Auditiva, Reabilitação Auditiva, Terapia para Voz, Fala e Desenvolvimento de Linguagem em Oral em profissionais de Voz, pacientes com Surdez, vítimas de acidentes neurológicos ou portadores de transtornos de linguagem/ invasivos do desenvolvimento, além do tratamento do zumbido.
14-10-2019 |

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