Setembro lilás: Mês de Combate ao Alzheimer

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Foto: Visualhunt

 

Dia 21 de setembro é o Dia Mundial de Combate a Doença de Alzheimer – que acomete aproximadamente entre 50 e 60% da população idosa mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. O número de pessoas vivendo com algum tipo de demência triplicará até 2050. A doença responde a cerca de 70% dos casos de demência e dá os primeiros sinais a partir dos 65 anos, afetando mais mulheres do que homens.

Segundo o neurologista André Lima, diretor da Neurovida , o diagnóstico é de exclusão. No momento não há cura e não tem como ser evitada.  O que é possível fazer é minimizar a progressão da doença com um diagnóstico precoce e ter claro uma melhor qualidade de vida quando ainda jovem.

Segundo a ONU, 75% dos doentes de Alzheimer desconhecem que sofrem da doença e a família, às vezes, é a última a perceber que aquele “simples” esquecimento, no idoso, é um dos sintomas iniciais. Além disso, muitos enfrentam o problema com a assistência médica. Com a crise e o achatamento das aposentadorias, a maioria não tem condições de pagar um plano de saúde e depende dos hospitais públicos/SUS que não oferecem um atendimento de excelência e acompanhamento constante.

“ O tratamento da doença requer um atendimento multidisciplinar com atendimento por profissionais da área da neurologia, clinica médica, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição. A doença manifesta-se através de uma demência progressiva, que aumenta sua gravidade com o tempo e os sintomas começam lentamente e se intensificam ao longo dos anos “ explica Dr André.

A doença desenvolve um conjunto de sintomas que provoca alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento e habilidades visuais-espaciais), físico (problemas de marcha e deglutição) e também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), limitando, progressivamente, a pessoa nas suas atividades diárias.

“Pode ser que os primeiros sintomas comecem alguns anos antes dos familiares perceberem que o idoso esta com demência. Podem ser esquecimentos simples, como troca de nomes dos netos, repetição de uma mesma história várias vezes e mudança de comportamento ou comportamento não adequado. Quanto antes se iniciar um tratamento, procurando a ajuda de um profissional da área médica, melhor será para  retardar o avanço da doença. Um diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento, que tem como objetivo frear o progresso da doença” explica Lima.

Os idosos devem começar a fazer exames com 65 anos para descobrir se é possuidor da doença ou não. O paciente deve fazer um acompanhamento anual, exames de sangue e imagem para ver se está com atrofia de cérebro ou alguma carência que possa ser revertida. O tratamento ministrado atualmente é feito através de medicamentos e programas de atividades específicos para o paciente.

Os cuidados com o paciente são essenciais para que ele tenha conforto. O convívio familiar também é muito importante. Sempre observar as mudanças de comportamento, ter cuidados com a higiene para evitar infecções, não entrar em conflitos e principalmente ter muita paciência e amor.

Dos 50 milhões atuais, o mundo terá 152 milhões de pessoas com o problema nos próximos 30 anos. Junto com os doentes, cresce o número de cuidadores que possuem a rotina afetada pela doença. É comum esta pessoa desenvolver doenças originadas pelo estresse. Além de vários outros problemas físicos, esse familiar ou responsável pode apresentar também depressão, exaustão, insônia, irritação e falta de concentração. Isso ocorre devido à sobrecarga de tarefas com o doente que aumenta com a evolução da doença.

Algumas dicas podem ajudar o cuidador a diminuir o estresse diário. Uma delas é aumentar o conhecimento sobre a doença, isso faz com que o familiar se prepare para as etapas do processo de demência, encarando as dificuldades de maneira mais prática. É importante que a pessoa tenha um sono reparador, pratique atividades físicas, tire um momento para si, mantenha uma rotina com amigos, medite, exercite a espiritualidade e se preciso participe de grupos de apoio.

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Marcela Vigo

Marcela Vigo

Marcela Vigo é jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), com pós-graduação em Planejamento Ambiental pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Durante sua vida profissional vem realizando diversos trabalhos na área da saúde, meio ambiente, cultura e economia. Destacam-se a sua participação nos trabalho com Organizações Não Governamentais ( ONGs). Trabalhou como repórter do Jornal O Globo, redatora da Agência Globo e fotógrafa do Jornal O Dia. Foi chefe da assessoria de imprensa do Instituto Estadual de Florestas e na Editora Bloch foi redatora da Revista Geográfica Universal Bloch e repórter das revistas Desfile e Mulher de Hoje . Foi diretora chefe da empresa de assessoria de imprensa Contexto e Comunicação, atendendo clientes de várias áreas, e hoje comanda a MVigo Assessoria de Comunicação. É assessora de imprensa da Clinica Neurovida.
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04-09-2019 |

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