ESPUMA É ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE VARIZES

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Foto: Visual Hunt

 

Pacientes com varizes e que não podem recorrer a uma cirurgia atualmente têm como opção de tratamento o uso de espuma de polidocanol. O procedimento é um tipo de escleroterapia, onde é injetada uma substância no interior da veia para induzir o seu fechamento. É utilizado um ultrassom e um aparelho de alta definição para melhor aplicação do produto. Mas vale lembrar que é um procedimento médico e só um angiologista ou cirurgião vascular deve realizar. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular lançou esse mês uma campanha nacional para alertar sobre os riscos de se submeter a tratamentos vasculares sem o devido acompanhamento médico.

A tecnologia é indicada para pacientes que tem alguma restrição à realização das outras técnicas, especialmente por risco cirúrgico. A espuma é utilizada em veias maiores em que normalmente utilizaríamos a cirurgia. É importante para tratamento de varizes recidivadas, principalmente junção safeno-femural, assim como varizes residuais pós-tratamento cirúrgico, malformações venosas, pacientes de alto risco cirúrgico ou que não queiram cirurgia. O procedimento não precisa de anestesia e o paciente pode ir logo depois para casa, sendo fundamental o uso de meia elástica após o procedimento.

O tratamento da espuma não é feito em uma única sessão. Pode-se fazer inúmeras vezes e fazer vários complementos. Às vezes, é necessário retirar através de uma extração manual o coágulo que permanece na espuma, diminuindo as chances de mancha. Quando se inicia o tratamento, o paciente vai várias vezes ao consultório para fazer a revisão ou retocar a espuma. A principal complicação pode ser a presença, às vezes, de mancha na veia a ser tratada. Essa mancha pode não sair em alguns casos, mas na maioria das vezes desaparece em até 90 dias. Mas antes de qualquer procedimento o paciente deve passar por uma avaliação com o angiologista para a indicação do melhor tratamento.

Antes do procedimento, o paciente deve preencher um termo de consentimento, anamnese (o profissional tem que saber todo o histórico de saúde do paciente), exame físico, ecodoppler venoso e cartografia vascular, que permite registrar, através de desenhos, um laudo venoso e arterial do paciente.

A principal contraindicação do procedimento é para pessoas com alergia conhecida ao esclerosante, doença sistêmica grave, trombose aguda de veia profunda, infecção local na área da escleroterapia ou infecção generalizada, imobilidade prolongada e confinamento ao leito, doença arterial periférica, hipertireoidismo e gravidez. Pessoas com alergia a esmalte também devem evitar. Existe uma reação cruzada entre as duas substâncias e quem é alérgico a esmalte também pode desenvolver alergia a espuma.

Vale lembrar que os fatores de risco para o desenvolvimento de varizes são: idade, sexo, histórico familiar, obesidade, traumatismo nas pernas, temperatura, tabagismo, gravidez, sedentarismo e pílula anticoncepcional. E não podemos esquecer que o problema também pode afetar os homens, que, por falta de informação ou conhecimento, na maioria das vezes, só costumam buscar o tratamento quando a doença já se encontra em um estágio avançado.

 

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Ricardo Brizzi

Ricardo Brizzi

Angiologista e Cirurgião Vascular. Fez residência médica em cirurgia vascular na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no período de 1993 a 1996. Pós graduou-se em cirurgia endovascular em SP, trabalhou no serviço publico no Hospital Salgado Filho e no Hospital da Lagoa – setor de Hemodinâmica. É membro da Sociedade de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro. É um dos Responsáveis pelo setor de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Badim, do Hospital Israelita e Hospital Norte D’Or e diretor da Clínica Varilaser.
04-09-2019 |

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