ZUMBIDO: O QUE É? COMO IDENTIFICAR E PREVENIR?

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O Zumbido nada mais é do que um som percebido nas orelhas (individualmente ou bilateralmente) ou na cabeça, de intensidades e frequências particulares a cada indivíduo, e que não têm qualquer relação com nenhuma fonte sonora externa.

É muito comum termos ao menos uma experiência com o zumbido ao longo da vida. Não é preocupante sentirmos isso ao ficarmos com água acumulada no conduto, vulgo “água no ouvido”, ou depois de sair de uma festa com o som alto ou estar próximo a um rojão quando este é disparado, por exemplo. Apesar de essas experiências serem comuns, o que deve nos fazer disparar o alerta é quando o sintoma se torna recorrente e não se dá devido à presença de fontes sonoras externas.

Em alguns relatos, observa-se o sintoma de incidência constante, mas também pode ser intermitente ou ocasional, sendo que a maior queixa nos consultórios recai sobre o primeiro caso, visto que o mesmo causa severo impacto na vida social do indivíduo, isolando-o do seu meio e causando depressão, baixa autoestima, irritação, ansiedade ou alterações de humor.

Apesar da presença deste sintoma ser de fácil identificação pelo portador, já não podemos dizer a mesma coisa sobre a conduta médica a ser adotada. Precisamos fazer uma varredura no paciente para eliminar a multifatoriedade do zumbido. A principal causa dele é a perda auditiva, mas não é a única: doenças cardiovasculares ou metabólicas, uso abusivo de cafeína/gorduras na dieta diária do indivíduo, questões farmacológicas, odontológicas e neurológicas também elencam este longo rol de possibilidades. Percebe-se aí a real importância de avaliações multiprofissionais: elas são a chave para que todas as possíveis vertentes sejam atacadas e a pessoa seja curada, ou pelo menos o problema seja amenizado e tratado.

Ainda não se sabe a origem do zumbido, mas sabe-se que ele é um sinal, um sintoma que o corpo emite quando algo não está em bom funcionamento, por isso, não deve ser ignorado. Não há prevenção pontual contra ele, pois não há como parar um sinal do corpo, mas a adoção de hábitos saudáveis (alimentares e de vida) elimina grande número das potenciais causas de zumbido, sendo esta a melhor forma de se precaver.

Não é fácil admitir isto, mas atualmente nem todos os zumbidos têm cura. Há tratamentos para redução de sua intensidade, mas, para que todas as vertentes deste acometimento sejam identificadas e corretamente cuidadas, deve-se iniciar o cuidado com a ida ao otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo especializado, atentando-se a todos os sinais que seu corpo porventura já tenha sinalizado por mais bobos que possam parecer (e até sinais que já o acompanham há muito tempo, porém nenhum profissional interferiu).

Existem opções medicamentosas, como estimulação magnética, fonoterapia, fisioterapia, logo, não aceite a velha premissa médica de que “vai ter que se acostumar”. O tratamento não é breve, mas ele certamente vale a pena.

 

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Ludmilla Silva Melo

Ludmilla Silva Melo

Ludmilla Silva Melo é Fonoaudióloga e especialista em Zumbido do Centro de Pesquisa e Diagnóstico do Zumbido. É formada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua em Saúde Auditiva, Reabilitação Auditiva, Terapia para Voz, Fala e Desenvolvimento de Linguagem em Oral em profissionais de Voz, pacientes com Surdez, vítimas de acidentes neurológicos ou portadores de transtornos de linguagem/ invasivos do desenvolvimento, além do tratamento do zumbido.
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17-06-2019 |

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