A IMPORTÂNCIA DA AUTONOMIA: UNIVERSO SINGULAR

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A pessoa com deficiência, como todo ser humano, é única dentro do seu universo. O grau de autonomia e necessidade está vinculado a isso, ou seja, não se pode estabelecer qual é o nível de autonomia que cada um deve adquirir.

Isso deve partir da pessoa diante de uma de suas necessidades e desejos. Quando o indivíduo com deficiência passa a ter consciência de suas próprias escolhas e obtém condições para isso, os ganhos psicológicos são muitos e melhoram significativamente: autopercepção, autoestima e sensação de pertencimento etc.

Para discussão desse aspectos, abordo nesse artigo as premissas descritas por Carl Rogers em sua “Abordagem Centrada na Pessoa”. Uma destas premissas e a mais fundamental delas é o pressuposto de que as pessoas usam de experiência para se definir, ou seja, tudo o que vivemos, de positivo e negativo, desde o nascimento, fala muito sobre o que temos como autodefinição.

A família é o primeiro grupo social do ser humano. Esse universo social já vem marcado por necessidades e regras que exigem grande adaptação e, no caso da pessoa com deficiência, o grau de cobrança é ainda maior, pois tudo o que é diferente traz uma carga extra de aceitação do grupo.

Roger (1985) afirma ainda que cada pessoa tem dentro de si um impulso inerente em direção a ser competente ou capaz. Nesse sentido, uma pessoa é levada a se tornar total, completa e realizada da mesma forma que uma semente contém dentro de si o impulso para se tornar uma árvore. A partir desta ideia, portanto, podemos entender o universo singular de cada indivíduo, ele chegará onde desejar, desde que o ambiente seja capaz de lhe favorecer.

É importante o acompanhamento mais precoce possível. A  orientação familiar e as intervenções de caráter interdisciplinar e social podem amenizar significativamente as pressões de um ambiente e proporcionar um desenvolvimento pleno de suas potencialidades.

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Regina Marques

Regina Marques

Regina Marques Gonçalves é carioca, pedagoga, orientadora educacional em instituição escolar. Trabalha na área de educação a trinta e dois anos. Neuropedagoga, pós graduada em neurociência pela ( UCAM). Conhece os mecanismos do sistema nervoso central (SNC) e suas funções e conexões cerebrais na biologia do aprendizado do aluno. Especialista em (TEA) ou seja pós graduada em Transtorno do Espectro do Autismo pela (CENSUPERG). Ministra aula sobre a disciplina: Biologia cerebral e Autismo pelo Instituto Superior Sinapses (Polo RJ) Saquarema, Del Castilho e Mesquita no curso de pós graduação em Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia. Pesquisadora independente da pedagogia de Waldorf e Saúde Mental. Orienta o Programa Educacional Individualizado em Instituição Escolar (PEI). São objetivos sociais, acadêmicos e comportamentais que precisam ser adaptados para o aluno.
27-05-2019 |

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