Dica para vida: não queira agradar todo mundo, você não é cerveja

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Existem combinações perfeitas na vida: tesão/ternura; queijo/goiabada; Rio de Janeiro/Carnaval; verão/cerveja… Não dá para ficar sem uma cervejinha nesse calor de mais de 40°C. E, por falar em calor: que isso, gente? O Rio de Janeiro virou um forno!

Nosso Estado já é uma referência quando falamos de cerveja artesanal. Um mercado que não para de crescer por aqui. Que bom, nós agradecemos. Grande parte dessas cervejas nasceram em casa, pelo desejo de fazer a própria cerveja, como hobby ou curiosidade.

Estima-se que, no Estado do Rio, existam mais de 170 produtores, entre fábricas e cervejarias “ciganas” (como são chamadas as marcas que produzem em cervejarias de terceiros). E aí, ficou curioso? Com vontade de fazer sua própria cerveja?

Realmente, é necessário um esquema, porém nada do outro mundo. A primeira coisa que você vai precisar é um pouquinho de estudo, paciência (muita) e, é claro, avisar sua esposa/marido que vai rolar uma baguncinha na cozinha.

Vai precisar também de uma geladeira só para isso, uma vez que é preciso manter uma temperatura constante, tanto na fermentação quanto na maturação. Cada um desses processos dura 7 dias. Daí a necessidade de termos paciência…

Para melhorar a nossa empreitada, encontramos alguns sites que facilitam muito nossa jornada cervejeira. Com venda de kits completos, incluindo panelas, baldes, apostila e vídeos. Os kits para fazer cerveja de modo tradicional vêm com: maltes; lúpulo; fermento; chiller de imersão usado para baixar a temperatura; termômetro para controlar a temperatura; iodo e idofor; moinho de rolo e densímetro. Tendo em vista o esquema necessário, eu optei por fazer cerveja no método BIAB (Brew in a bag) que significa “preparar em um saco”.

A praticidade é muito maior. Imagine que no método tradicional você precisará de 3 panelas e no método BIAB você usará somente uma panela (a mesma para a mostura e fervura). Criado por australianos, o BIAB é mais prático e ideal para quem não tem uma cozinha muito grande. Perfeito para iniciantes como eu.

Fora as panelas, todo o restante do processo é igual. Esse método consiste no uso de um saco (daí o nome), colocado dentro da panela de mostura para o cozimento dos grãos. Em seguida, há a etapa de lavagem do bagaço, onde o saco é retirado da panela e o mosto remanescente é fervido como no método tradicional (meio como fazer chá). A eficiência é um pouco menor (extrai menos açúcar do grão), mas nada que não possa ser compensado. Fazer todos os processos bem feitos é fundamental e é isso que resultará em uma excelente cerveja. Conversando com cervejeiros adeptos do BIAB, eles deram dicas super úteis, como ajustar a receita colocando mais malte e moer os grãos bem fininhos.

Eu encontrei o meu kit ideal no site Cia das Brejas, chama-se “Cerveja Artesanal BIAB 20 litros”. Eles têm um chat e tiram as dúvidas na hora. O kit contém todo o material necessário para darmos os primeiros passos: caldeirão; balde de fermentação/maturação; termômetro, etc. Tem até tampinhas, um tampador de garrafas e a receita também. Agora está bem fácil. Imagina que máximo convidar seus amigos para degustarem a cerveja que você fez?! Não é propaganda do site não, é porque achei muito legal e não sou egoísta.

Até a próxima!

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Giane Farias

Giane Farias

Sommelière formada pela Associação Brasileira de Sommeliers, especialista em vinhos franceses com certificado do Conseil Interproffesionel du Vin de Bordeaux. Trabalha há mais de 10 anos na área. Ministra cursos há alguns anos e coloca todo seu conhecimento em prática no Recreio. Recentemente, fez curso de cozinheira para poder unir as duas paixões.
07-03-2019 |

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