Janeiro Branco, mês de conscientização da saúde mental e da felicidade: Quando as expectativas não encontram a realidade?

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Quando nascemos recebemos logo na maternidade o kit para a vida feliz. Está contido no kit para a vida feliz que: devemos ser boas meninas, muito bonitinha e educadas, que devemos ser estudiosas e tirarmos boas notas. Os anos vão passando e o passo a passo para uma vida feliz vai sendo atualizado. Começamos a ser direcionadas para a escolha de uma carreira que possa nos trazer prestígio, reconhecimento e segurança financeira. Agora as notas são nas disciplinas da faculdade, nos cursos de idiomas que temos que fazer, cursos de extensão, cursos de aperfeiçoamento, intercâmbio entre outras milhares de exigências que surgem em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

O que acontece é que mal sabemos que este apenas é o começo de uma série de demandas e expectativas que serão colocadas.A verdade é que tudo que vivemos é apenas a preparação para o que nos espera. Sair da faculdade já inserida no mercado de trabalho e na sequência iniciar um MBA para que dentro de 2 anos já esteja apta a uma promoção. Do outro lado são vistas equipes cada vez menores, demandas e mudanças que ocorrem em fração de segundos. Eficiência, resiliência, flexibilidade, atenção aos detalhes, poder de adaptação são apenas alguns dos itens que se mencionam nas pesquisas do Fórum Econômico Mundial sobre o profissional do mundo moderno.

Neste contexto começa a não ser exceção ver profissionais cada vez mais estressadas e em um ritmo de vida que é absolutamente questionável como consequência de um mercado de trabalho e uma vida cada vez mais acelerada.

No caso das mulheres, ainda observo um agravamento, pois dentro do então famoso kit para uma vida feliz há a questão de estar envolvida em um relacionamento sério e promissor para que então se possa casar, ter filhos e ainda “ser gostosa”!

Acontece que matematicamente a conta não fecha. Vamos fazer uma rápida simulação para validar esta minha afirmação: acordar e se preparar para um dia de trabalho (1h); deslocamento até o trabalho (1h); horas de trabalho (10h); retorno para casa (1h); horas de sono (7h).

Restam apenas 4 horas do seu dia para fazer todo o resto da sua vida acontecer!

Este cenário combinando com as estatísticas que a Organização Mundial da Saúde e tantos outros órgãos só aumentam a preocupação sobre as consequências que este kit e as demandas de um mercado de trabalho vão nos trazer.

Por isso, o ideal é que busquemos ter as duas esferas, a profissional e a pessoal, equilibradas e em paz.

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Thaís Lima
Thaís Lima é Coach Criacional formada pelo Instituto Gerônimo Theml, analista comportamental, estrategista e desenvolvedora de carreiras. Além disso é detentora do canal no Youtube Sucesso com M. Email: thais@sucessocomm.com.br
05-02-2019 |

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