Medo de vacina? Não precisa

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As vacinas são as maiores aliadas de nossa saúde. Elas previnem as doenças e assim nos mantemos com saúde. Esta é a crucial diferença: não deixar adoecer.

As vacinas, ao contrário do que muitos podem pensar, são utilizadas desde a antiguidade, para prevenir a varíola, doença devastadora que assolou a Ásia e a Europa por muitos séculos. A varíola, doença potencialmente fatal, deixava marcas profundas e deformidades faciais, que muitos indivíduos, mesmo após terem sobrevivido à doença, acabavam por se suicidar pelo grau de deformações resultante. Como “prima” da catapora, que muitos de nós conhecemos e também deixa cicatrizes profundas na pele, a varíola também é altamente contagiosa.

A maioria dos indivíduos vivos no Brasil nunca viu ninguém com varíola, mas certamente, quando crianças, os hoje mais idosos lembram de ouvirem chamar certas pessoas de “bexiguentas”, que eram as tais cicatrizes profundas dos sobreviventes. Hoje não corremos mais o risco de uma nova epidemia, pois a varíola foi considerada extinta pela Organização Mundial de Saúde, desde 11 de setembro de 1978. A extinção ocorreu após um esforço mundial para vacinação e revacinação em massa, de toda a população em todos os continentes.

A palavra vacina deriva de “vacuna”, um processo utilizado nos primórdios da imunização, quando, coletando-se o líquido das bolhas da varíola da vaca (bovina), e arranhando-se a pele do braço de um menino, induziu-se uma resposta do seu sistema imunológico, que, após breve período, quando exposto ao vírus da varíola humana, não desenvolveu a doença. Este experimento derivou da observação do fato de que as mulheres que ordenhavam o leite das vacas, mesmo infectadas com a varíola bovina, não desenvolviam a doença humana. Mas, de fato, este procedimento já era utilizado na China há mais de 2000 anos a.C., e os gregos clássicos, que tanto cultivavam a beleza, usavam o mesmo procedimento de forma disseminada. Duas famosas inoculadoras sozinhas vacinaram mais de 40 mil gregos em dois anos.

Então, depois de quase 4 mil anos, como ainda podemos ter medo de algo que só vem para nos proteger? As vacinas foram o maior avanço da medicina moderna, e foram as reais responsáveis pelo aumento da expectativa de vida da população. Tem dúvidas? Basta olhar para a expectativa de vida dos países africanos que não dispõem de vacinas. A maioria não ultrapassa 45 anos. Reflita. Medo de agulha pode ter consequências a longo prazo, para você e para as pessoas à sua volta.

Vacinar é um ato de amor.

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Selma Merenlender

Selma Merenlender

CRM 5248425-2 Graduada pela Escola de Medicina da FTESM em 1986. Diretora diretora técnica da Imunofluminense.
10-01-2019 |

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