A imagem corporal e a comunicação

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Sou formada em fisioterapia, com especialização em osteopatia, coaching e programação neurolinguística. Mas e antes da graduação, quem somos nós? Pensando em quem você era dos três anos de idade até os 18 anos, irá resgatar boa parte da sua essência. Aos três anos de idade, eu entrei na turma de ballet baby class e fui pela vida toda na dança clássica e contemporânea vivendo intensamente a consciência do meu corpo e coreografando também. Imagine quantas habilidades e conhecimento isso gerou.

Hoje, aos 51 anos, atendo pessoas em reabilitação. Com dor no corpo, ficamos muito limitados. A dor causa também medos e inseguranças, ela nos convida a conhecer nossos limites. Continuando minha formação, vi a necessidade de estudar neurociências, coaching e PNL, que abriram um horizonte gigantesco, unindo a linguagem corporal que eu já tinha bem desenvolvida à linguagem subjetiva mental/emocional. O coaching é uma formação e uma ciência que orienta toda essa subjetividade com perguntas inteligentes. Respondendo às perguntas, ativamos redes neurais novas ou esquecidas, o caminho da resposta nos faz descobrir nosso potencial maior.

Mas, afinal, o título desta coluna é “A imagem corporal e a comunicação”, então, voltando ao corpo, essa imagem que temos do nosso corpo, forma, volume, tamanho é construída do nosso nascimento até hoje, somando também as experiências vividas, memórias, sentimentos e emoções. Todos temos um registro dessa autoimagem ou um autorretrato guardado de nós. Vivemos e levamos para o mundo este arquivo, carregamos tudo que sentimos e dizemos sobre esse autorretrato. Acordamos de manhã, vestimos uma roupa e saímos de casa levando que imagem? Qual retrato?

Claro que temos dias melhores e dias piores, diferentes fases, então este desenho interno da nossa própria pessoa pode mudar. Sim, muda naturalmente, é um processo orgânico dinâmico e autorregulador. Vejam como o corpo influencia toda a nossa história pessoal e o quanto podemos ganhar se nos comunicarmos melhor com a nossa consciência corporal.

A plasticidade da mente é algo que devemos usar a nosso favor. A mente pode ser nossa maior aliada ou nossa pior inimiga – assim escrevem os gurus indianos que dominam a prática da meditação. Se eu posso guiar os meus pensamentos, os meus sentimentos irão acompanhar. O bem-estar aumentando, toda a fisiologia do meu corpo responde de forma positiva: pressão arterial, metabolismo, batimento cardíaco, sistema límbico, sistema imunológico e hormonal, sem falar dos neurotransmissores que são o fluido de conexão com a nossa dor ou a nossa felicidade. A produção de serotonina, por exemplo, pode ser estimulada com lembranças, memórias positivas e de felicidade. Segundo pesquisas, não existe diferença entre o que vivemos e o que imaginamos ser a verdade.

Imagine uma cobra embaixo da sua cama escondida, você vai sentir tudo no seu corpo, vai reagir como se a cobra estivesse ali. Também acontece o mesmo quando lembramos de algo ruim, ou quando ficamos elaborando julgamentos péssimos a respeito de alguém sem perguntar diretamente o que aconteceu com ela. Tudo isso alimenta dor ou prazer, felicidade ou amargura e desconfiança.

Como fica o seu corpo quando você está tenso? Ou tímido e retraído? Ele simplesmente se fecha, encolhe, e a comunicação fica impossível. Como fica o seu corpo quando está exausto, sem forças, deprimido ou triste? Fica caído, solto, abandonado, e é difícil uma boa comunicação com os outros. Como fica o seu corpo quando está com o ego cheio de raiva ou de arrogância? Fica armado, pesado, rígido, parecendo uma armadura de cavaleiro medieval e as pessoas se afastam, com medo, a sua comunicação será cheia de conflitos.

Entenderam um pouco da relação entre memória vivida, corpo, mente e autoimagem na comunicação? Agora, como fica o seu corpo quando olha para o mar, o grande oceano e o pôr do sol no horizonte? Veja como se sente. Onde se sente melhor, qual lugar ou qual atividade te traz maior bem-estar? Assim, com certeza terá a sua autoimagem melhor, mais natural e com uma dose de amor e aceitação. Reconhecendo que suas ações positivas somam mais do que as coisas erradas que você já fez, verá que tem alguém muito gente boa dentro desse autorretrato e poderá se comunicar com mais desenvoltura, sem atacar ninguém e sem se sentir ofendido.

Uma prática interessante é poder mudar as coisas que nos incomodam, imaginando como elas seriam da forma ideal. Mesmo cenas do passado, você pode redesenhar dessa forma ideal. Sabe o efeito? Já aprendeu? Todo seu conhecimento e maturidade hoje podem mudar o passado, sim. E podem mudar o seu estado corporal/mental hoje e os resultados na sua comunicação, realização, sucesso e felicidade.

Saiba mais no ebook e participe de cursos presenciais de autoimagem coaching e jornada do eu futuro comigo no Pachamama SPA no Medical Center Recreio. Até a próxima leitura no mês que vem com mais atitudes saudáveis para a nossa prosperidade!

 

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Claudia Braune

Claudia Braune

Claudia Braune tem 51 anos é terapeuta corporal, me formei em Medicina de Reabilitação – fisioterapia , com especialização em osteopatia - Bernard Queff e Philippe Pailhous - IBO, instrutora de PNL (programação neuolinguistica) e de constelação familiar, meditação e terapia através da dança. Com uma experiência de mais de 25 anos no tratamento da dor, fez a formação em coaching pelo instituto internacional de coaching (incoaching) em 2009, Coaching Ontológico para Coachs – SP e Body Mind Coaching ( INAP)).
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26-10-2018 |

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