DE VOLTA A INFÂNCIA

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Você provavelmente se lembra saudoso de algum alimento como o achocolatado quentinho da mãe, o mingau cremoso da avó ou a vitamina super nutritiva do pai. É normal ter lembranças da infância associadas a comidas e isso tem uma explicação.

A nossa memória afetiva é construída por cheiros, momentos, sentimentos e… comidas, óbvio. Quando gostamos muito de algo, costumamos guardar na memória e remeter isso a uma coisa boa e com comida não poderia ser diferente. Por isso, é fundamental para nossa saúde que, quando criança, a alimentação introduzida seja a mais natural e saudável possível.

Segundo a nutricionista Joana Dantas, das Clínicas Granado, o ato de se alimentar precisa ser prazeroso, para que este momento seja ligado a uma boa memória: “Reserve um tempo para realizar suas refeições junto à família. Pais e filhos precisam de momentos juntos no dia a dia, como conversar e dividir uma bela refeição à mesa”, indica Joana. Desta forma, também é mais fácil a introdução de alimentos saudáveis, tidos como não tão gostosos pelas crianças.

O maior desafio dos pais é desenvolver o gosto por “comida de verdade” nos filhos. Para que essa alimentação se torne hábito no futuro, o ideal é começar a introdução com vegetais, frutas e legumes variados, habituando o paladar infantil: “Prevenir é muito melhor do que remediar. Os maus hábitos que os pais permitem que se formem na infância acompanharão a criança durante toda a sua vida, e suas consequências, idem”, conclui a nutricionista.

E essas consequências são as piores possíveis. Além de prejudicar o desenvolvimento físico e mental, doenças como diabetes tipo 2, anemia, alterações de tireoide, alergias, intolerâncias e doenças cardiovasculares são encontradas em adultos que possuem uma alimentação ruim.

Mas, se você já apresentou ao seu filho a batata frita, o Danoninho ou o nugget, fique calmo, ainda dá tempo de prevenir que ele se torne um adulto com maus hábitos alimentares e a doutora Joana dá algumas dicas:

  • Utilizar técnicas dietéticas que tornem os alimentos saudáveis atrativos e gostosos;
  • Muita conversa, orientação e paciência;
  • Acompanhamento com um nutricionista e psicólogo.

Com essas dicas, é muito mais fácil construir a memória afetiva do seu filho, usando alimentos ricos e nutritivos, sem causar nenhum transtorno para ele no futuro e ainda por cima fazendo ele sentir saudade daquela comidinha que só você sabe fazer do jeitinho que ele ama.

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Larissa Corrêa

Larissa Corrêa

Apaixonada por comunicação logo estudante de jornalismo ou estudante de jornalismo logo apaixonada por comunicação? Repórter na Utilità, geminiana, louca por bichinhos, séries e livros. Fala pelos cotovelos, quase sempre coisas que importam.
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09-10-2018 |

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