DEPENDER PARA VIVER

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O que temos deixado de lado em nós para que a dependência afetiva faça morada? A pessoa que depende do amor do outro de forma que cause sofrimento e codependência pode estar na beira de um grande abismo.

O sujeito dependente sofre um tipo de despersonalização lenta. Prefere sentir uma falsa ideação de segurança ao invés de experimentar formas de libertar-se. Quando a pessoa não é capaz de cuidar de si, ela se apega a representações de diferentes pessoas, havendo uma entrega total do seu eu, ainda que essa forma de se relacionar lhe pareça terrível.

Uma boa relação deve estar fundamentada em comunicação, respeito, carinho sincero e sensibilidade mútua. Mas, se causa ansiedade e desgasta a sua mente, você pode estar no grupo dos dependentes afetivos.

Os possíveis dependentes se sujeitam a submissões e obediências extremamente desagradáveis para evitarem o abandono. Frases do tipo: “eu não vivo sem ele!”, “vivo somente por ela!” são típicas de pessoas que não conseguem desenvolver o seu autocontrole. Com o tempo, isso se transforma em fanatismo e devoção.

Existem três tipos de manifestações emocionais: baixa tolerância ao sofrimento, baixa tolerância a frustações e ilusão de permanência. Esses conceitos podem ocorrer com pessoas que foram superprotegidas e amparadas de todo o mal logo nos primeiros anos da sua vida.

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Tamires Alves Povoa Saraiva

Tamires Alves Povoa Saraiva

Psicologa Clínica, em desenvolvimento na especialização de neuropsicologia. Co-fundadora do projeto EXPE de Orientação Vocacional, voltado para adolescentes e jovens que desejam decidir o que escolher na vida e na carreira profissional. Palestrante e amante da psicologia. E-mail: tamires.saraiva.psi@gmail.com
20-07-2018 |

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