É tempo de mais conexões significativas.

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Photo via Visual hunt

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Vivemos uma época em que empresas falam de valorização do ser humano, de fazer do RH uma unidade estratégica que busca de forma proativa a qualidade de vida para os seus colaboradores. Não se chama mais esta área de “Recursos Humanos” porque não se deve tratar o principal ativo da empresa como um recurso qualquer e aí se muda o nome para uma pomposa área de Pessoas ou de Gente.

 

Muito bacana! Porém, apesar do discurso, vemos que, mesmo nas organizações que procuram internalizar esta nova cultura, ainda há pessoas que sofrem bullyng dentro do ambiente de trabalho, mães sem assistências para os seus filhos pequenos e que precisam trabalhar, drogados que tentam vencer seus vícios, tudo isto sem uma atenção especial da área de Gente.

 

Para se transpor a grande barreira neste âmbito, é preciso investir em conexões significativas, ultrapassando os limites das relações do trabalho e indo em direção às relações humanas.

 

A Nordea, empresa dinamarquesa de aposentadoria, procurou dar maior assistência às pessoas que sofriam com a obesidade, desenvolvendo programas para uma vida mais saudável. A Danone, na Inglaterra, criou o programa “Nuvem do Sonho”. Seus colaboradores foram convidados a escrever seus sonhos de vida, depositando-os em uma caixa coletora. Os selecionados pelo RH participaram de uma eleição interna que elegeu alguns vencedores. Um colaborador conseguiu encontrar sua mãe no Vietnam após décadas de afastamento. Outro deu a volta ao país de bicicleta colhendo fundos para caridade. Um terceiro teve a casa em sua cidade natal em Capestown financiada pela empresa.

A Delloite, com seus mais de 170 mil colaboradores espalhados por 140 países, criou uma mídia social própria, em que todos eram convidados a se relacionar de forma mais humana, tendo todas as hierarquias nesta iniciativa. Diretores e gerentes foram convidados a cumprimentar todos no dia a dia, sem distinção de cargos. É tempo de repensar o RH. É tempo de criar conexões mais significativas dentro e fora das empresas.

 

Em um mundo que conecta bilhões de pessoas, ainda há uma grande maioria que se sente isolada, sem ter com quem contar. Humanizemos as nossas relações. Preocupemo-nos de verdade com o ser humano. Sem isto, não faz sentido ter uma unidade chamada de “Gente”.

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Marcos Rabstein

Marcos Rabstein

Marcos Rabstein é Engenheiro de Sistemas, MBA em Marketing. Atua em Marketing desde 1998 e em Gestão de Pessoas desde 2008. É consultor de empresas desde 1987 e profissional da educação desde 1977. Passagens em cargos executivos no Citibank, Bozano Simonsen, Tintas International e Confederação Nacional da Indústria. Tem certificação internacional como consultor pelo IBCO/ICMCI. Especializado em planejamento e gestão empresarial. Coach executivo, de equipes e de carreira.
16-06-2017 |

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