Chileno fotografa o outro lado da segurança pública do Rio

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Foto: Divulgação

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Além dos policiais, outras pessoas também se arriscam todos os dias durante confrontos em favelas da cidade maravilhosa: repórteres, cinegrafistas e fotógrafos que arriscam suas vidas para levar informação variada e de qualidade ao público dos veículos em que trabalham. É o caso de Johnson Parraguez. Chileno de Santiago, o repórter fotográfico veio para o Brasil em 1983 e nessas terras descobriu seu amor pelo fotojornalismo, em 2009.

“Eu sempre tive outro tipo de trabalho, com vendas, mas a área de fotografia sempre esteve ligada à minha vida. O que estava faltando era o momento, a oportunidade, era definir realmente o que eu queria. Depois que eu me casei, a minha esposa me deu muita força e, tendo isso da pessoa ao meu lado, a coisa fica muito mais fácil. Então me dediquei, comecei a estudar e fazer cursos”, afirma Johnson.

Ainda segundo ele, era conhecido por ser o fotógrafo da família, em eventos especiais e o que mais tivesse. Mas só teve seu primeiro contato profissional com a fotografia como paparazzi, onde ficou por volta de quatro anos fazendo celebridades. Fazendo um trabalho muito diferente nos dias atuais, Johnson tem, hoje, um forte acesso às UPPs da cidade maravilhosa e faz cotidianamente um percurso por elas através de histórias que possam contar o que há de novo na rotina da segurança pública do município.

Fotógrafo e cinegrafista, Parraguez já teve seus trabalhos publicados pelo SBT, Band e pelo Jornal O Dia, além de diversas agências internacionais. “Recentemente, saiu uma matéria minha na qual, no meio de uma troca de tiros, os fuzis de alguns policiais travaram. Antes de mandar essa matéria para os jornais, perguntei a eles [policiais] se podia. Essa história ganhou uma repercussão tão grande que foi repetida varias vezes nos meios de comunicação e muito elogiada pela corporação”, conta o fotógrafo, conhecido por também retratar o lado das UPPs e dos moradores no meio do fogo cruzado, além de oferecer uma nova visão sobre as ruas do Rio.

“Minha esposa trabalha na Barra e, depois de eu deixar ela na região, começo a minha peregrinação diária que é passar por todas as comunidades, vivendo o dia a dia da cidade. Eu sou um dos poucos repórteres fotográficos que mostram o que outros não veem ou simplesmente ignoram”, comenta.

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Rita de Cássia Costa
Sou uma estudante de jornalismo estereotipada: curiosa por natureza, leitora frenética e apaixonada pelo contato humano. Tenho um interesse todo peculiar por economia, política, moda, cinema e tudo o que me transmite um novo frescor.
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26-01-2017 |

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