Entenda todo o processo de degustação das cervejas

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Photo credit: Bernt Rostad via VisualHunt / CC BY

Foto: Bernt Rostad via VisualHunt / CC BY

Que saudades da nossa coluna! Foi só um mês, porém parece que foi muito mais, tão grande é a satisfação em estarmos juntos. Setembro foi um mês de trabalho árduo (que bom, porque o momento pede). Passaram-se os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, e foi um sucesso, festa a gente sabe fazer, né? Nossos atletas deram um show! Primeiro turno das eleições para prefeito, bem, isso é melhor nem comentar…

Agora estamos de volta para continuarmos nossa conversa. Em nosso artigo anterior, vimos algumas dicas de como escolher a cerveja mais adequada para cada ocasião, os copos certos e as temperaturas de serviço. Dando continuidade, vamos para a melhor parte: degustar! Assim como o vinho, as qualidades das cervejas devem ser observadas.

A maioria das coisas começa pelo olhar. A tal beleza interior vem depois… Degustar uma cerveja não é diferente. Logo de cara, uma garrafa de cerveja nos diz muito do que possivelmente encontraremos. Estilo, procedência, teor alcoólico e algumas até trazem dicas de harmonização, como a nossa querida Baden Baden.
Primeiro, observe a cerveja, de preferência contra a luz, cor, formação e retenção da espuma, levando em conta cada estilo. Alguns devem ser cristalinos e outros podem ser mais opacos. Incline o copo, com cuidado, comece a servir a cerveja, volte o copo para a posição vertical e veja o colarinho de espuma branca aparecer. A cerveja é a única bebida alcoólica que tem colarinho de espuma. Ele se forma quando o dióxido de carbono sobe através do líquido e adere a proteínas criadas pelo cereal (cevada, trigo, etc) maltado.

Cheire a cerveja, não é muito bonito, mas pode encostar o nariz no copo. Sinta os aromas, alguns são bastante voláteis, desaparecem rápido. Busque logo suas primeiras impressões. Gire lentamente o copo e cheire de novo, perceba qual aroma predomina, flores, caramelo, frutas, ervas… Não faça isso muitas vezes, pois seus sentidos olfativos podem ficar confusos e prejudicar sua percepção. Agora, enfim, você pode colocar sua cerveja na boca, mas não engula ainda, distribua-a pela boca.

Até pouco tempo, sabíamos que a língua sentia somente 4 sabores, o doce, azedo, amargo e salgado. Porém, especialistas encontraram um 5º sabor: o umami. O umami é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como “saboroso”, “delicioso”, que estaria relacionado à sensação picante do sabor. Note qual sabor mais se sobressai: o doce, o amargo, o azedo… Após identificar qual sensação é mais perceptível para você (não podemos esquecer que uma degustação é algo muito subjetivo), pode beber. Beba de novo, note se os sabores mudaram, se tem caramelo, chocolate ou outro, se é uma cerveja leve para dias quentes, ou mais encorpada, aquela para os dias mais frios.

Sinta qual sabor ficou na boca, se é persistente ou se desaparece rapidamente. Uma degustação também serve para nos mostrar os defeitos. Tomara que você não os encontre. Veja se ela é, na boca, exatamente o que diz no rótulo. Anote, dê suas impressões, faça isso sempre que puder, não precisa usar palavras difíceis, nem complicar muito. Assim como costumo dizer a respeito do vinho: a melhor cerveja é a que você gosta.

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Giane Farias

Giane Farias

Sommelière formada pela Associação Brasileira de Sommeliers, especialista em vinhos franceses com certificado do Conseil Interproffesionel du Vin de Bordeaux. Trabalha há mais de 10 anos na área. Ministra cursos há alguns anos e coloca todo seu conhecimento em prática no Recreio. Recentemente, fez curso de cozinheira para poder unir as duas paixões.
20-10-2016 |

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