Produtos literários viram negócio virtual

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Foto: Divulgação

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Criada em 2010, a Poeme-se é uma loja virtual de moda ligada à literatura. Nascida pela necessidade de “vestir algo que nos representasse”, os sócios Leonardo Borba e Gledson colocaram a mão na massa para iniciar o projeto. Conversamos com Leonardo para saber um pouco mais da história e da receptividade do público pela marca. Confira:

Como surgiu a grife?
A Poeme-se surgiu em 2010, a partir da necessidade de vestir algo que nos representasse e não achar nada no mercado. Após a participação do meu sócio (Gledson) em um workshop de Poesia Falada ministrado na Casa Poema pela atriz e poetisa Elisa Lucinda, essa ideia de colocar a poesia em movimento ganhou mais força.

Vocês têm um conceito bem legal, focando em poesia, etc. De onde nasceu esse amor pela literatura e como surgiu a ideia de entrelaçá-la à arte?
O amor pela literatura surgiu quando percebi o poder transformador de um livro. Vários mundos e possibilidades dentro de um pedacinho de papel. A Poeme-se surgiu desta necessidade de expressar a nossa paixão pela literatura e de um mantra que pegamos emprestado com Victor Hugo: ‘’Não há nada como um sonho para criar o futuro, utopia hoje, carne e osso amanhã”. Investimos no design dos nossos produtos para tirar aquele olhar estereotipado sobre o que é poesia, afinal, pensar em peninha, papel amassado e molduras não é tão atrativo. É neste momento que começamos a disputar o imaginário e curiosidade das pessoas na rua.

Vocês são da região do Recreio e da Barra? Como vocês observam a ligação desse público com a marca de vocês?
Meu pai mora há muitos anos no Recreio e eu frequentei muito a praia da Barra na infância. O público desta região é muito ativo em nossas redes sociais e compra através da nossa loja online. Tivemos também uma boa prova disto ao fazer, no Rio Centro, a Feira da Providência e a Bienal do Livro. Aliás, uma das queixas é que ainda não temos um revendedor na região (risos).

Antes do site, como era a venda dos produtos?
A nossa estreia foi em um pequeno evento no Teatro Armando Gonzaga em Marechal Hermes. Depois vieram a Feira do Rio Antigo (Lavradio) e o retorno da Babilônia Feira Hype, até então no Jóquei.

Você acredita que essa “nova onda cult”, que faz a juventude gostar de literatura e realmente vestir a ideia, ajudou a empresa a se consolidar?
Toda linguagem que seja potente com os jovens merece atenção. O engajamento deste público com a Poeme-se é potencioalizado no campo virtual. Hoje, temos mais de 500 mil seguidores no Facebook, dos quais 54% possuem menos de 24 anos. E temos algumas curadorias em andamento para termos mais produtos alinhados ao gosto juvenil. Além disso, temos um público adulto muito participativo e apaixonado.

Quer conhecer mais a marca? Basta acessar o endereço eletrônico e se apaixonar pelos produtos: www.poemese.com

 

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Leonardo e o sócio Gledson na Feira do Rio Antigo (Lavradio) | Foto: arquivo pessoal

 

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Rita de Cássia Costa
Sou uma estudante de jornalismo estereotipada: curiosa por natureza, leitora frenética e apaixonada pelo contato humano. Tenho um interesse todo peculiar por economia, política, moda, cinema e tudo o que me transmite um novo frescor.
Rita de Cássia Costa

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12-08-2016 |

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