As pessoas fazem marketing, sim, quase o tempo todo

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Foto: VisualHunt

Sempre que falamos de marketing, pensamos em complexas estratégias elaboradas para definir rumos de grandes empresas, em pesquisas e desenvolvimento de ações para negócios milionários ou, até mesmo, em ações desenvolvidas para instituições públicas que planejam avisar a população de alguma situação social, como prevenção da dengue e vacinação para evitar alguma doença.

De fato, o marketing se ocupa dessas situações mais macro. Mas não para por aí. O que não pensamos, muitas vezes, é que o marketing está presente em nós, basicamente, o tempo todo. E acredite se quiser, não fazemos de maneira tão inconsciente assim.

Para que consigamos identificar isso, primeiro é importante ter em mente o que é marketing. Em uma definição simples, é toda a comunicação e contato feito com o consumidor com o intuito final de vender (um produto, serviço ou até uma ideia). É claro que é uma explanação restrita da sua definição total, que é um pouco mais complexa.

Bom, dito o que é marketing, é chegada a hora de analisarmos em um nível bem micro essa competência. Como um amigo que gosta de parafrasear a querida Any Randy, faremos aqui também: “a menor minoria é o indivíduo”. E não se surpreenda, o indivíduo também faz um marketing de si mesmo.

Muitos vão pensar imediatamente nas redes sociais, naquela pessoa que só posta jantares chiques, praias paradisíacas ou eventos importantes. Afinal, todos nós conhecemos alguém que não mais posta o que vive, mas sim vive o que posta. As redes sociais maximizaram (e muito!) essa nossa necessidade humana de compartilharmos as nossas vantagens e prazeres. Pelo visto, Thomas Hobbes tinha lá sua razão quando, no início do século XVII, já dizia que os homens só se relacionam pelo lucro ou pela glória. E olha que Hobbes não tinha um smartphone.

Mas, para além das redes sociais, nós já não fazemos marketing o tempo inteiro? Não é isso quando colocamos a melhor camisa social para uma reunião de negócios, ou quando escolhemos aquele restaurante caro só para impressionar um novo affair?

Pois é, ainda que não seja inteiramente percebido, o marketing de nós mesmos é inerente à nossa existência. É aquilo que falamos na mesa de bar (ou o que não falamos também), os lugares que frequentamos, as pessoas que escolhemos estar junto, as roupas que usamos. Sim, até quando escolhemos uma roupa despojada porque não queremos “aparecer”, estamos enviando justamente a mensagem de que “não queremos aparecer”.

Não dá pra fugir. Quando escolhemos vestir algo, comer algo, postar algo no nosso Instagram para passar uma mensagem, estamos montando uma estratégia de marketing. No entanto, quando simplesmente o fazemos sem objetivo nenhum (mesmo que seja improvável), estamos fazendo marketing de maneira mais intuitiva, mas ainda assim estamos fazendo marketing. Isso significa que o marketing sempre existiu, só não tinha um nome ainda, pelo menos até Philip Kotler aparecer pra mudar essa história.

O que vale como lição é: já que fazemos marketing o tempo todo, não seria nada mal aprender um pouquinho sobre o tema, não é mesmo? Afinal, já que teremos de conviver com o que faremos e as mensagens que passaremos para o resto das nossas vidas, que seja, então, de uma maneira mais consciente do tema. Que seja sabendo (ou, ao menos, tendo uma noção) do impacto de cada atitude, ação, vestimenta, postagem, etc., que optaremos daqui pra frente.

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Renan Bernardes

Renan Bernardes

Renan Bernardes é brasileiro que vive em Portugal. Atualmente trabalha como consultor de comunicação e marketing para pequenas empresas brasileiras e portuguesas. No Brasil, se formou em Comunicação Social/Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Empresarial & Marketing. É mestre em Marketing pelo ISMAI, em Portugal, e hoje cursa o doutorado em Comunicación e Interculturalidad na Universidade de Valência, na Espanha. Em ocasiões, é professor de cursos na área do marketing e administração na Djagora University, no Senegal.
18-05-2016 |

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