Morador da região e dono de duas medalhas olímpicas, conheça Robson Caetano

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Foto: arquivo pessoal

Robson Caetano é um dos maiores nomes do atletismo brasileiro. Morador do Recreio, se diz otimista com os Jogos Olímpicos do Rio e sonha com um legado positivo para os atuais e futuros atletas.

As Olimpíadas no Brasil trarão uma nova visão do que é o esporte de alto rendimento, e mostrarão como levar nossos jovens de simples personagens dentro das escolas a um outro nível de competitividade que servirá de inspiração a muitos mais

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Foto: arquivo pessoal

ÍDOLO DO ATLETISMO

Dono de duas medalhas olímpicas – bronze nos 200 metros rasos em Seul 1988 e outro bronze no revezamento 4×100 metros, em Atlanta 1996 – Robson Caetano leva no currículo a participação em quatro Jogos. Além disso, é tricampeão mundial dos 200 metros rasos, o que o faz, ainda hoje, ser considerado um dos brasileiros mais rápidos da história. O currículo invejado transformou o atleta em um ídolo para quem quer começar no esporte e deixar sua marca.
Morando na região há mais de 25 anos, Robson se mostra esperançoso e tem muitas ideias para estimular a prática esportiva no país. Nesta entrevista, ele fala sobre suas expectativas para os Jogos e revela a emoção de ter participado de um evento esportivo desse porte.

Você participou de quatro Jogos Olímpicos. Como é a experiência de ser atleta em um evento tão grandioso como as Olimpíadas?
A sensação é de total domínio das suas habilidades enquanto atleta, enquanto figura popular. Você se torna referência, mas não pode pensar nisso durante os Jogos, pois a primeira ordem, em minha opinião, é que tem que ser divertido, porque, assim, você traz uma leveza às competições e supera as metas estabelecidas por treinadores e toda a comissão multidisciplinar.

Qual foi o momento mais marcante das suas participações nos Jogos?
Foi a medalha olímpica dos 200 metros, uma prova que mostrou ao mundo um jovem brasileiro que treinou em terras tupiniquins e que enfrentou as grandes potências da velocidade vencendo todas elas nas eliminatórias, semifinais e conquistando uma medalha na final.

O que falta, em sua opinião, para o Brasil atingir a excelência não só no atletismo, mas em outras modalidades olímpicas?
Falta uma politica educacional voltada para o fomento da pratica das modalidades olímpicas nas escolas. Para isso, precisamos mapear todas as escolas e suas potencialidades, promovendo, assim, jogos escolares com qualidade e através dessa prática colocar realmente o que há de melhor nas competições. Outra coisa muito importante: transformar nossos atletas em ídolos de verdade e não ídolos sazonais e de mentirinha, como fazem todas as esferas públicas de nosso país.

Você acredita que com as Olimpíadas no Rio haverá estímulo para a prática de outros esportes menos conhecidos?
Já está acontecendo. O COB [Comitê Olímpico Brasileiro] e as federações das 26 modalidades olímpicas têm fomentado de maneira mais especifica algumas modalidades que podem ser novas fronteiras para os jovens atletas.

Você sempre sonhou em ser atleta? Se não fosse atleta, qual carreira seguiria?
Eu sempre sonhei em ser uma pessoa melhor no que fizesse. Eu não me via em outra profissão até uns anos antes de me aposentar e, claro que quando me aposentei estava pronto para as novas profissões que escolhi e estudei para ser: ator, jornalista, profissional de Educação Física e diretor de teatro.

Tem alguma dica de atleta para a galera prestar maior atenção durante as transmissões?
Eu diria para prestar atenção em todos os brasileiros que estarão nos representando, pois todos merecem 110% de nosso apoio.

Como morador do Recreio, como você vê a grande participação da região que receberá muitas modalidades?
A região da Zona Oeste precisava ser habitada, precisava de uma onda maior. Agora, com a moradia dos atletas, a gente fica entusiasmado. Estou na região há mais de 25 anos e vi tantas mudanças que fico feliz em ter uma competição tão importante acontecendo aqui.

Você acha que essa vinda de tantos esportes fará bem para o bairro?
Já esta fazendo bem ao bairro, e a contribuição às escolas do entorno será fantástica.

Qual será o legado das Olimpíadas do Rio?
Eu espero que o legado, que já está em andamento com a formação de novos gestores do esporte, possa nos dar um norte em todas as questões: novas ideias com modelos novos de trabalho, marketing positivo e propositivo para dar visibilidade aos heróis do esporte, quem sabe termos nosso “hall da fama”, e tudo isso gerenciado por ex-atletas que, assim como eu, se prepararam para esta nova fase do esporte no Brasil.

“As Olimpíadas no Brasil trarão uma nova visão do que é o esporte de alto rendimento, e mostrarão como levar nossos jovens de simples personagens dentro das escolas a um outro nível de competitividade que servirá de inspiração a muitos mais”

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Rita de Cássia Costa
Sou uma estudante de jornalismo estereotipada: curiosa por natureza, leitora frenética e apaixonada pelo contato humano. Tenho um interesse todo peculiar por economia, política, moda, cinema e tudo o que me transmite um novo frescor.
Rita de Cássia Costa

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