“Três Marias em busca do Ponto G” chega aos palcos do Rio

Confira a entrevista com João Scarpa, um dos autores do evento

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Scarpa, Jorge Lode e Tarcízio Rafael | Foto: Marcelo Trevilin

 

Improviso, humor e interação com o público. São essas as expectativas que a peça “Três Marias em busca do Ponto G” deseja criar no público. Depois de 17 anos em cartaz nos teatros de Piracicaba, em São Paulo, a obra chega ao Teatro dos Grandes Atores em curta temporada, estreando no dia 8 de janeiro de 2016.

Ao contrário do que se pensa, e o que dá maior carga humorística à peça, as personagens são caracterizadas por atores. Ainda assim, perdendo os estereótipos de obras similares, eles evitam os exageros, proporcionando cenas mais realista, sem desperdiçar o que há de mais engraçado no universo feminino.

Entrevistamos um dos três atores do elenco, João Scarpa, ou melhor, “Maria do Socorro”, que nos fala um pouco sobre o enredo e o diferencial da peça. Confira:

 

Após 17 anos em cartaz, o que fazer para manter uma peça interessante?

Nós nos divertimos muito em cena. Então, acredito que esse clima de diversão é o que mantém o espetáculo vivo, é o que faz com que o público se interesse em ver, em rever… e em rever! É claro que de vez em sempre uma das Marias apronta pras outras e, nesses casos, o improviso corre solto. Aliás, esse ingrediente (o improviso) é muito importante no nosso espetáculo, é o que torna cada apresentação um espetáculo diferente.

 

Como é interpretar uma mulher?

Tentamos fugir do estereótipo da voz fina e dos trejeitos “exageradamente femininos”. Desde o início, nossa preocupação foi tentar ser o mais natural possível para que a personagem estivesse bem inserida na história. O mais importante, na minha opinião, é contar a história da maneira mais interessante possível. É uma delícia estar no palco caracterizado como mulher e poder brincar com isso sem ser de forma pejorativa. Acredito que, depois que estreei essa peça, passei a entender melhor as mulheres, apesar de toda a complexidade existente no universo feminino.

 

O que o público pode esperar de seu personagem?

Bastante confusão e quiprocós. A Socorro é hilária, dissimulada e cheia de caras e bocas. Costumo dizer que essa personagem é meu alter ego feminino (risos).

 

Como é o clima da peça?

É de muito alto astral e muita gargalhada. Há quem diga que sai com dor no abdômen e no maxilar de tanto rir. Podemos dizer que é uma peça que ajuda no rejuvenescimento, já que há pesquisas que afirmam que gargalhar evita rugas (risos).

 

Como é a expectativa para se apresentar no Rio? Os palcos cariocas têm algum diferencial?

A expectativa é muito grande. Afinal, foram 17 anos de estrada até chegar aqui. Por outro lado, chegamos com muita bagagem para proporcionar um espetáculo à altura do público carioca. Os palcos cariocas servem como vitrine para outros trabalhos e projetos, acredito eu. É daqui para o mundo!

 

Com autoria de Méri Didoné e supervisão de Rodrigo Fabiano, a peça fica no Rio até o dia 27 de fevereiro. Além de Scarpa, Jorge Lode e Tarcízio Rafael interpretam as outras “marias”.

O Teatro dos Grandes Atores fica na Av. das Américas, 3665 – 116/117 – Barra, Rio de Janeiro / RJ, 22631-003.

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Rita de Cássia Costa
Sou uma estudante de jornalismo estereotipada: curiosa por natureza, leitora frenética e apaixonada pelo contato humano. Tenho um interesse todo peculiar por economia, política, moda, cinema e tudo o que me transmite um novo frescor.
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