O que mais irrita um candidato em um processo seletivo

Confira pesquisa. Você se identifica?

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Foto: Flcikr

 

A todo momento, vemos nos grandes veículos de comunicação todo tipo de dica que tange o desempenho dos candidatos, desde como se faz um currículo até como se comportar em uma entrevista ou dinâmica. Ou seja, o candidato sempre é julgado. No entanto, a cada dia que passa, vejo mais e mais pessoas insatisfeitas com a postura das empresas e de seus RHs. Pensando nisso, fiz uma pesquisa com mais de 200 pessoas sobre o que mais as irrita em um processo seletivo.

Antes de mais nada, deixo claro que tenho plena consciência de que algumas vezes costumamos colocar a culpa no outro ao invés de assumirmos a responsabilidade e sei que alguns que participaram dessa pesquisa não fizeram qualquer exercício de autocrítica. Entretanto, um processo seletivo é uma via de mão dupla, no qual os candidatos também escolhem as empresas e essas também cometem muitas gafes.
Pensando nisso, como no Bê-á-bá do RH divulgamos diversas oportunidades de emprego, verifiquei as maiores reclamações vistas em meu site, nos comentários das redes sociais e resolvi elencá-las para ver quais eram as mais impactantes e qual era a que mais desagradava o meu público. Sendo assim, seguem as respostas:

 

Falta de Feedback – 57,6%;
Falta de pontualidade – 15,2%;
Falta de transparência nos processos – 10,1%;
Profissionais mal humorados ou mal educados – 1,6%;
Estrutura precária – <1%;
Vagas inexistentes – <1%.

 

Pelo resultado, a revolta das pessoas se concentra na falta de retorno depois de um processo. O RH emite a frase clássica: “Por favor, aguarde um contato nosso, ok?”. Sendo que dificilmente liga. Entendo que muitos candidatos não possuem maturidade o bastante para receberem a negativa, os motivos e refletir a respeito. Certamente, grande parte dos avaliados vão entrar na justiça com a alegação de que foram discriminados. Outro fator que conta nesta situação é a falta de tempo… Entretanto, ao menos um retorno deveria ser obrigatório. Por exemplo, eu, quando faço um processo seletivo e sei que não terei tempo para dar um retorno, acabo por estipular uma data e se o contato não acontecer até lá, o processo se encerra. Sei que não é o ideal, mas de acordo com a situação, apresenta-se como situação razoável.

O que me estarrece nesta situação é que se trata de um setor que tem “humanos” no nome e possui muitos psicólogos em suas equipes. Será que ninguém se preocupa com a ansiedade gerada?

Em suma, a falta de retorno dos RHs é o que incomoda mais em um processo seletivo. Espero que este texto seja encarado como um feedback aos RHs das empresas e, se ao menos uma pessoa parar para refletir, já teremos um mercado de trabalho melhor.

 

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Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira é consultor de Carreiras do Bê-á-bá do RH, psicólogo há oito anos formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), Coach de Carreiras e está cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Já trabalhou no Senac Rio e na empresa de Call Center TMKT como analista de RH, desenvolvendo recrutamento e seleção para grandes clientes como L'Oréal, Banco do Brasil, Itau, Sulamérica, Claro. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.
30-10-2015 |

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