No dia dos professores, reinvenção é a palavra

Hoje educadores usam a internet ao seu favor

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Marco Laurindo é um dos responsáveis pelo QG do Enem | Foto: Divulgação

 

No dia 15 de outubro, comemoramos o dia do professor, aquela figura peculiar na vida de qualquer profissional, independentemente da área. Afinal, onde estaríamos sem eles? Nesses anos todos de inserção acadêmica, dos primeiros anos até a faculdade, alguns nos marcam de tal forma que não são esquecidos ao longo da vida. E são esses que realmente fazem a diferença.

Na forma de dar aula ou em um projeto que apresentou à turma, o professor pode mudar vidas. Mas a metodologia dos professores também pode mudar ao longo dos anos, principalmente na eradigital. É o caso de Marco Laurindo e Gleiner Vinícius Costa.

Em 15 anos de sala de aula, Marco Laurindo, professor de Literatura do QG do Enem e do Pensi, já encontra antigos alunos que hoje viraram colegas de profissão. O professor apresenta uma nova característica de profissionais da educação ao planejar artifícios que possibilitem que o aluno preste atenção e absorva o conteúdo, além de estar bem familiarizado com a plataforma online na área, através do QG do Enem.

“O meu papel é impactar a vida do aluno para que, de alguma forma, ele busque mais daquilo. Tento pegar o conteúdo acadêmico e contextualizar porque acredito que o professor deva ter duas coisas fundamentais ao ensinar: conteúdo e dinâmica”, explica.

A princípio, Marco chegou a cursar duas faculdades ao mesmo tempo, Direito e Letras. Mas optou pela segunda, na UFRJ, quando tinha apenas 18 anos. “Ser professor é uma realização”, afirma.

 

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Gleiner criou página interativa para divulgar conhecimento | Foto: Arquivo Pessoal

Já Gleiner Costa, do Colégio NotreDame, com seus 10 anos de magistério, sempre gostou muito de História e optou pela carreirainspiradopor filmes como Indiana Jones. Hoje, o professor montou uma plataforma online no Facebook para ajudar os alunos a tirarem dúvidas e compartilharem conhecimento não apenas com os colegas, mas também com os próprios pais dos alunos, o “História Geração Z” (facebook.com/projetohistoriageracaoz).

“A ideia surgiu quando observei que alguns alunos sempre trocavam informações e buscavam tirar dúvidas através das redes sociais. Se a história reúne todo conhecimento da humanidade, porque as aulas também não podem reunir?  Podemos aprender e ensinar agora em escala global. As fronteiras para o conhecimento não existem mais”, esclarece Gleiner.

O historiador afirma ainda que a participação dos alunos em suas aulas, desde que começou o projeto, aumentou muito – já que, segundo ele, o uso das redes sociais para o ambiente acadêmico ajuda a criar um ambiente motivacional.

Gleiner é mais um dos profissionais da educação que investem sua criatividade em sala de aula, fazendo a diferença mesmo em uma área que está cada vez mais desvalorizada. “Hoje, eu entendo que lecionar história é despertar no aluno o interesse pelo conhecimento”, afirma.

 

 

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Rita de Cássia Costa
Sou uma estudante de jornalismo estereotipada: curiosa por natureza, leitora frenética e apaixonada pelo contato humano. Tenho um interesse todo peculiar por economia, política, moda, cinema e tudo o que me transmite um novo frescor.
Rita de Cássia Costa

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15-10-2015 |

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