Superando rompimentos amorosos

0
break-up-3-streetgist

Foto: Banco de Imagens

 

Se o relacionamento era sério quando rompeu, independentemente de quem tomou iniciativa para o término, ambos vão sofrer. Essa dor não é em virtude do passado, mas da falta de futuro, do vazio que se formou. Por mais que tenham ocorrências passadas que foram a causa do término, ela só vai incomodar quando a pessoa traz essa lembrança para as ações futuras e percebe que, não esquecendo, elas sobreviverão como um fantasma. Uma vez definido o fim da relação, o melhor é supera-la com equilíbrio. Vai haver muita reflexão para escapar das emoções que jogam o sujeito para baixo. A principal emoção é da tristeza e esta tem uma função, evitar que a pessoa vá para o mundo viver todas as suas possibilidades positivas, pois vivendo corre-se o risco de encontrar outros parceiros, diversões e oportunidades que a afastam do recém-término. Algo que geralmente não se quer, pois ainda resta uma esperança de reconciliação, mesmo quandose avalia que não mais dará certo.

Quando a emoção da tristeza envolve a pessoa, não é fácil escapar do desânimo. A tristeza, diferente da reflexão, que é uma ação, inicia e termina em ato, ela é um estado, um estado emocional e nesse estado não se deixa emocionar pelo simples fato de não querer ficar triste. Embora a pessoa tomando como ponto de vista seu próprio EU é fácil escapar de uma emoção superficial, justamente porque toma-se distância do que se está vivendo, passa-sea ter uma visão mais geral para tomada de decisão. No estado emocional, essa estratégia não é válida, mas é possível não alimentar a tristeza. Pois como toda emoção,ela tem um objeto. Quando se está triste, se está triste por alguma coisa. E para manter essa emoção é necessário reflexões e imaginações cúmplices dessa tristeza. O mais comum nesses situações e escutar a música do casal e ficar relembrando os momentos bons, gerando uma saudade imensa, para em seguida relembrar com força o motivo do término e sentir culpa ou culpar o outro. Esse jogo não tem fim, a não ser que a pessoa se posicione para evitar: começar a pensar em outras coisas, buscar novas atividades, etc. Geralmente são necessárias algumas semanas para suprimir esses pensamentos cúmplices.

Outra atitude saudável é não lamentar o passado, pois essa atitude faz a pessoa avançar para o futuro olhando para trás, com isso perdendo oportunidades. Quando se deixa envolver pelo processo de lamentação, a pessoa chega ao cúmulo de lamentar ter conhecido o outro, como se toda crise tivesse apenas um algoz e o lamentador a pura vítima. Toda crise tem o aspecto de opressor e oprimido. Muitas vezes é a vítima que se deixa levar pelas circunstâncias, mesmo sabendo que no futuro ela irá se arrepender.

Só se estará aberto a um novo relacionamento quando o antigo não fizer mais parte do seu horizonte de possibilidades. Facilite, não lamente seu passado, nem alimente a tristeza. Mas também não o esqueça para não repetir os erros. O que expus nesse texto não permite preparar a pessoa para um novo relacionamento, apenas ajudaa pessoa a superar a dor do término. Para se preparar para um novo relacionamento, leia o texto “No jardim das borboletas” no blog da viver – atividades em Psicologia.

1,048 total views, 1 views today

(Visitado70 vezes, 1 visitas hoje)

The following two tabs change content below.
Flávio Melo Ribeiro

Flávio Melo Ribeiro

Flávio Melo Ribeiro é Psicólogo formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1988, especialista na área clínica pelo Conselho Regional de Psicologia e especialista em Gestão de Empresa pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua como Psicólogo Clínico na Viver Atividades em Psicologia situada em Florianópolis e presta consultoria através da Incubadora de Talentos às empresas na área de Gestão de Pessoas.  
Flávio Melo Ribeiro

Latest posts by Flávio Melo Ribeiro (see all)

07-10-2015 |

Deixe uma resposta

Todos os direitos reservados Utilità, Mantido por RT Soluções.
Pular para a barra de ferramentas