Escolha de um sócio para o seu negócio

Saiba os principais fatores que devem ser levados em conta na hora da escolha

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Foto: Flickr

 

Quando iniciamos uma empresa, ela frequentemente representa os sonhos e anseios de seus criadores. Coloquei a palavra “criadores” no plural porque a  maioria das empresas no Brasil possui ao menos dois sócios e é ai que o “bicho pode pegar”.

De um modo geral, na escolha deste sócio, tendemos a escolher pessoas próximas e que tenham muitas afinidades em comum. Aquele grande amigo(a), namorada(o)/esposo(a), familiares próximos ou qualquer pessoa que tenhamos muitas afinidades. Afinal de contas, por ser tão próximo, o entendimento será fácil.
Pelo que já vi e vivi, se você pensa desse jeito, aconselho a repensar este fluxo. Não estou dizendo que uma empresa familiar ou com os sócios tendo laços sentimentais não pode dar certo, mas uma empresa deste molde exige de seus criadores maior maturidade profissional. Quem nunca viu alguma família pressionar o seu membro mais bem sucedido no intuito de ajudar aquele primo distante mais descansado?
Ao lembrar de todas as sociedades que vi terminar, a grande maioria foi montada por pessoas muito próximas e que nutriam intensos sentimentos entre si. E quando acabavam, frequentemente o amor se transformara em ódio, mágoa e ressentimento.
Então, se você tem o sonho de montar algo e acha que encontrou um sócio sob medida, faça a si mesmo algumas perguntas:
1 – Realmente preciso de um sócio?

2 – Por que estou montando o negócio com ele?

3 – Ele está sintonizado com o projeto?

4 – Existe uma descrição prévia das funções de cada sócio?

5 – Está tudo fechado em contrato?
Abaixo seguem as explicações de cada pergunta citada acima:

1 – Realmente preciso de um sócio?

Pergunte-se a real necessidade de ter um sócio. Pense sobre seus pontos fortes e fracos e analise as possibilidades de sucesso. Pense em quê esta pessoa pode te ajudar.
2 – Por que estou montando o negócio com ele?

Procure saber se a predileção por uma pessoa específica tem relação apenas com o negócio propriamente dito ou se tem a ver com alguma questão pessoal. Talvez admire demais, nutra uma grande amizade ou até acredite que seja o amor da sua vida e ter uma empresa seria mais um vínculo… Enfim, se é uma dessas situações que citei (existem outras).
3 – Ele está sintonizado com o projeto?

Talvez este seja o  ponto mais complicado e o que gera um número expressivo de destruições de empresas: Sintonia e comprometimento com os princípios da empresa.
Neste quesito, fatores diversos influenciam: motivação para o negócio, momento de vida, situação econômica e histórico profissional são alguns deles.
4 – Existe uma descrição prévia das funções de cada sócio?

Não é raro ver um sócio reclamando do outro por achar que o companheiro está fazendo “corpo mole”. Nesse contexto, antes de fechar um acordo, sente com o seu companheiro e determine as funções e obrigações de cada membro, para não ter desacordo depois. Cabe ressaltar que um empreendedor deve fazer o que o negócio pedir, mesmo que isso o obrigue a fazer atividades diferentes.
5 – Está tudo fechado em contrato?

Procure um advogado e se instrua. Ampare-se em todas as esferas possíveis. Desde a divisão de lucros, patrimônio e de trabalho, quanto aos trâmites de entrada e saída da sociedade. Neste último quesito, mais do que em qualquer outro, não permita que as emoções e o amadorismo predominem.

Enfim, as respostas das perguntas deste artigo somadas a uma pitada de sabedoria e tempo para refletir, permitirão que você tenha grandes chances de tomar a melhor decisão sobre o seu negócio. Além disso, pense na comparação entre sociedade e casamento. Ambos, para serem bem sucedidos, necessitam de diálogo, paciência, sintonia e convergência de objetivos, além de tudo acordado em contrato!

Pense nisso!

 

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Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira é consultor de Carreiras do Bê-á-bá do RH, psicólogo há oito anos formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), Coach de Carreiras e está cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Já trabalhou no Senac Rio e na empresa de Call Center TMKT como analista de RH, desenvolvendo recrutamento e seleção para grandes clientes como L'Oréal, Banco do Brasil, Itau, Sulamérica, Claro. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.
03-08-2015 |

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