Importância da retenção de talentos para o mercado de trabalho

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Foto: Flickr

 

Antes de comentar qualquer ponto, segue o significado do termo “Retenção de Talentos”: Trata-se de uma prática de gestão estratégica em que a empresa promove fidelização com seus colaboradores. Sendo que, ao contrário do que muitos pensam, este tipo de ação pode ser desenvolvida tanto pelas empresas, quanto pelos colaboradores.

Primeiramente, precisamos de uma contextualização: Atualmente vivemos num mundo em crise, com pessoas sendo demitidas todos os dias, mas um problema antigo ainda se mantém: A falta de mão de obra especializada. Profissionais com este perfil costumam ser disputados pelas empresas e quem os possui em seus quadros, esforçam-se para mante-los.

As empresas entenderam que a excelência costuma ser o caminho para o sucesso e tal estado só se torna possível quando se possui uma equipe qualificada. No entanto, o que é necessário para manter um profissional como este?

De acordo com muitos especialistas, existem algumas condições para se praticar Retenção de Talentos:

 

Desenvolva o conceito de comunidade – O ser humano é um ser social e temos necessidade de nos sentirmos pertencentes de um grupo, principalmente com bom ambiente.

Estimule a comunicação – Um dos fundamentos da vida em sociedade é a comunicação. As pessoas possuem opiniões e tendem a se sentirem bem quando se sentem a vontade para expressarem o que pensam.

Dê feedback – Grande parte das pessoas desejam chegar longe da carreira e uma devolutiva bem feita permite que a pessoa saiba o que precisa fazer para crescer.

Cultive o sentimento heróico – O pensamento de que não existe ninguém insubstituível não cabe mais. Considerando que as pessoas costumam gostar de se sentir importantes e de enfrentar desafios, trabalhar as tarefas do cotidiano como missões, como nos filmes, faz com que o profissional busque a resolução das situações com mais gana.

Demonstre reconhecimento – O famoso “tapinha nas costas” também é muito importante. Um elogio faz bem para o ego e tende a motivar ainda mais quem recebe.

Permita que sejam felizes – Esta indicação não se trata de um conselho de auto-ajuda, mas de identificar as qualidades de seus colaboradores e de permitir que eles desenvolvam tais pontos em seu cotidiano. Normalmente, as pessoas acreditam que devem melhorar seus pontos fracos. Aqui, sugiro o contrario. Quando se trabalha utilizando o que sabe fazer de melhor, as pessoas tendem a fazerem melhor e com mais gosto suas atividades.

 

Até o momento, comentei sobre retenção de talentos, sob o viés das empresas. Entretanto, como em qualquer relação, existe um outro lado: O do colaborador, que deseja ser retido. Ainda mais se considerarmos o momento atual de nossa economia, que se encontra em crise e está transformando os investimentos dos empresários, que até pouco tempo atrás eram motivados pela expansão, em foco na otimização dos processos, com o intuito de se gastar menos para manter o faturamento.

Para o profissional, o que ele deve buscar para ser retido é buscar ser indispensável na equipe e na empresa. Para se alcançar isso, o indivíduo deve entender o ponto fraco da equipe e se especializar nele. Por exemplo, se for uma equipe administrativa e ninguém dominar o Excel, o domínio desta ferramenta o tornará mais importante. Assim como, numa equipe de atendimento que careça de colaboradores que dominem outro idioma, quem passar a ter este diferencial, numa situação de corte, certamente será um dos últimos a ser despedido, mantendo assim o seu emprego.

Em suma, tanto as empresas, quanto o colaborador, que desejam praticar Retenção de Talentos deve buscar diferenciar positivamente suas condições. As empresas deverão tornar suas condições gerais de trabalho superiores aos dos concorrentes, assim como os colaboradores terão que se especializarem, para que as empresas pensem duas vezes antes de te demitirem.

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Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira é consultor de Carreiras do Bê-á-bá do RH, psicólogo há oito anos formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), Coach de Carreiras e está cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Já trabalhou no Senac Rio e na empresa de Call Center TMKT como analista de RH, desenvolvendo recrutamento e seleção para grandes clientes como L'Oréal, Banco do Brasil, Itau, Sulamérica, Claro. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.
13-07-2015 |

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