10 coisas que você precisa saber sobre Ginecomastia

Desvende as principais dúvidas

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A alteração no formato das mamas masculinas tem nome | Foto: Divulgação

 

1) O que é?

A ginecomastia é uma alteração do tamanho e formato das mamas masculinas. É causada pelo aumento da glândula mamária ou pelo acúmulo de gordura na região do tórax, sendo chamada de pseudo-ginecomastia ou da combinação do aumento de glândula e gordura local.

 

2) Qual é a causa?

A principal causa da ginecomastia é uma alteração na proporção entre os hormônios masculinos (andrógenos) e femininos (estrógenos) presentes no nosso corpo. Pode ser decorrente de doenças em órgãos, como tireóide, rins, fígado ou dos próprios testículos, e também por uso de algumas medicações, entre eles os anabolizantes. A obesidade pode ser causa tanto da ginecomastia como da pseudo-ginecomastia.

 

3) Existe alguma alteração da virilidade nos pacientes com ginecomastia?

Não existe nenhuma alteração física ou hormonal na virilidade masculina. Entretanto, a aparência anormal das mamas afeta psicologicamente os pacientes, podendo causar desde constrangimentos leves ao usar certas roupas ou mesmo a inibição do convívio social devido a apelidos surgidos.

 

4) Qual a principal alteração da ginecomastia?

Sem dúvida, a alteração da forma, que pode ser unilateral ou bilateral, criando uma semelhança com os seios femininos é a principal alteração e causa o bullyng sofrido. Entretanto, podem ocorrer também dores na mama durante o crescimento da ginecomastia ou alterações de sensibilidade.

 

5) Tem risco de câncer?

Não. A ginecomastia por si só não representa risco de câncer mamário. O câncer de mama nos homens é muito raro, e se apresenta com um crescimento unilateral, endurecido e doloroso, o que às vezes pode ser confundido com um quadro de ginecomastia. Em caso de suspeita de câncer, é realizada uma biopsia antes da cirurgia.

 

6) Quais são os tipos?

Como dito anteriormente, a ginecomastia pode ser divida em ginecomastia verdadeira – quando ocorre o crescimento da glândula, sendo mais consistente – ou pseudo-ginecomastia, quando é composta de gordura, sendo mais macia. É comum a associação entre ambas as formas. Pode ser categorizada também de acordo com o tamanho da mama e da quantidade de pele:

Grau I: pequena, sem excesso de pele.

Grau IIA: moderada sem excesso de pele

Grau IIB: moderada com excesso de pele

Grau III: grande, mama pendular.

 

7) É sempre bilateral?

Não, embora a maioria seja bilateral, pode ocorrer também em apenas uma das mamas.

 

8) Em qual idade ocorre?

A ginecomastia fisiológica (causada pelo desequilíbrio entre os hormônios) pode ocorrer em recém-nascidos (devido aos hormônios maternos que circulam no sangue do recém-nascido), adolescentes e idosos. Também pode acometer cerca de 65% dos adolescentes em algum momento do crescimento, regredindo normalmente, na grande maioria dos casos. Menos de 7% dos adolescentes continuam com a ginecomastia. Em adultos, pode chegar a 32%, e, em idosos, a 60% de incidência.

 

9) Como é o tratamento?

Normalmente, o tratamento é cirúrgico; mesmo em adolescentes, não é de costume esperar regredir naturalmente, caso o paciente já esteja sofrendo bullyng, pois as consequências psicológicas podem ser drásticas.

 

10) Como é a cirurgia?

A cirurgia é realizada em hospitais, com a presença de um médico anestesiologista, sob anestesia local mais sedação (paciente “dormindo) ou anestesia geral. A alta pode ser dada no mesmo dia. Caso haja somente gordura, é realizada uma lipoaspiração com cicatrizes pequenas, escondidas. Em casos de ginecomastia verdadeira, a cicatriz se localiza na aréola, na transição da pele escura para a mais clara, sendo normalmente imperceptível. Em casos maiores, que necessitam retirar pele, acabam por ter cicatrizes mais aparentes.

As complicações mais comuns relacionadas à cirurgia são possíveis irregularidades na superfície mamária e alterações no formato ou na posição do mamilo. O edema pós-operatório dura aproximadamente 10 dias e o déficit de sensibilidade local normalmente é transitório. O retorno ao trabalho ocorre em cerca de uma semana e atividades físicas em três semanas. A cinta compressiva deve ser utilizada por um mês.

 

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Letícia Salume

Letícia Salume

Fisioterapeuta com pós-graduação em Fisioterapia, Pneumo Funcional Avançada com Ênfase em Terapia Intensiva e Pós-Graduada em Fisioterapia Dermatofuncional. Ambas pela Universidade Castelo Branco. Também é Mestre em Terapia Intensiva pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva. Tem vasta experiência dentro de clínicas de estética e clínicas médicas.
23-06-2015 |

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