Brasileiros investem em imóveis no exterior

Crise norte-americana favoreceu a queda nos preços dos imóveis

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Com $135.000 é possível comprar uma boa e confortável casa próximo aos parques em Orlando

Com $135.000 é possível comprar uma boa e confortável casa próxima aos parques em Orlando

Após o estouro da crise imobiliária norte-americana, em razão dos efeitos da bolha de especulação imobiliária (US housing Bubble, Subprime morgage crisis), em 2007/2008, resultou numa inadimplência recorde dos compradores de imóveis nos EUA e gerou um aumento significativo da retomada de casas pelos bancos norte-americanos. Como resultado, os preços dos imóveis nos Estados Unidos caíram vertiginosamente. Com esse advento, muitos brasileiros passaram a se interessar pelo mercado imobiliário americano, sobretudo o mercado da Flórida, como forma de investimento ou lazer.

Inicialmente, a principal razão era o valor do metro quadrado que era – e ainda é – muito inferior aos praticados no território nacional… Brasileiros têm visto que vale mais a pena investir em imóveis nos EUA que possuem muito mais qualidade, conforto e segurança do que em imóveis no Brasil. Para citarmos um exemplo: é possível comprar uma boa e confortável casa, com 3 quartos e 3 banheiros em Kissimmee, em condomínio próximo aos parques em Orlando por USD 135.000!

O principal objetivo, inicialmente, era ter um local para visitar algumas vezes ao ano, passar férias, fazer compras etc. Quando o imóvel não estava ocupado por seus proprietários, ela era alugada por administradores locais, o que proporcionava o pagamento de imposto da propriedade e a taxa condominial…

Atualmente, a principal motivação é a insatisfação com a economia brasileira, com a crise de produtividade no país, a instabilidade econômica e a insegurança/falta de perspectiva para o futuro. Portanto, além dos investidores que já vinham comprando imóveis desde 2008, constatou-se um aumento significativo de brasileiros mudando ou em processo de mudança para o exterior.

E, em virtude dessa insatisfação, compradores brasileiros têm investido em imóveis comerciais nos Estados Unidos — e, desta vez, miram também fora da ensolarada Flórida. Propriedades desse tipo já representam 8% das aquisições por brasileiros, fatia maior do que a de outros investidores.

Os brasileiros adquirem as propriedades para alugar por meio de acordos do tipo Triple Net (NNN), no qual o inquilino assume o pagamento de impostos, taxas, manutenção e seguro. A compra costuma ser feita quando o imóvel já tem um contrato de locação — acima de dez anos — com grandes redes de restaurante (Taco Bell, Burger King), farmácia (CVS, Walgreens) ou bancos. A grande vantagem no acordo Triple Net é que, além de deixar os encargos para o inquilino, tem cláusulas rígidas para rompimento de contrato. No Triple Net, o investidor não está preocupado com a localização, pode ser em qualquer lugar dos EUA. O que importa é a rentabilidade.
Pesquisas recentes mostram que os brasileiros têm comprado apartamentos de US$ 90 mil a mais de US$ 3 milhões. A maioria paga à vista, talvez 60%. Mas é possível financiar com entrada de 30%. A classe média também compra. Para um apartamento de US$ 300 mil é possível dar 30% de entrada e financiar o saldo. Nos financiamentos feitos nos Estados Unidos geralmente a entrada corresponde a 30% do valor do imóvel, o prazo máximo é de 30 anos e os juros variam entre 4 a 6% ao ano.

E, apesar de o real ter se desvalorizado perante o dólar, o interesse permanece alto. Estamos em 4º lugar no ranking dos estrangeiros que compram imóveis nos Estados Unidos. Ficamos atrás apenas do Canadá, Reino Unido e Austrália.

Importantíssimo ressaltar que, principalmente em transações internacionais, é de fundamental importância ter uma boa assessoria empresarial. Cada país possui leis, questões tributárias, fiscais, contábeis particulares, além das questões relacionadas ao visto. Portanto, um brasileiro interessado em comprar um imóvel no exterior deverá estar muito bem assessorado e informado sobre os aspectos legais e os encargos do país em que pretende comprar o imóvel. Em todas as esferas, possuímos profissionais qualificados, sediados nos países escolhidos para investimento – a maioria fala em português – para dar total suporte antes, durante e após o processo de aquisição do imóvel.

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Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo possui 23 anos de experiência nas áreas de turismo e imóveis. É bacharel em Turismo pela Universidade Estácio de Sá, fez faculdade de Gestão Imobiliária, é especialista em Administração de Hotéis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), possui habilitação e experiência na avaliação judicial de imóveis e registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Atualmente, é diretora da Rio Imóveis Prime.

21-05-2015 |

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