Anemia, o que você precisa saber sobre ela

Como detectar, quais os tipos e o que ela representa

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O tratamento é uma alimentação rica em nutrientes | Foto: divulgação

O tratamento é baseado em uma alimentação rica em nutrientes | Foto: divulgação

Mais frequente do que se imagina, a anemia afeta principalmente mulheres e crianças. Caracteriza-se pela baixa dos glóbulos vermelhos, que são responsáveis pelo transporte de oxigênio para os tecidos, levando à redução da capacidade desse transporte.

Essa queda dos glóbulos vermelhos é resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, que podem ser ferro, ácido fólico, vitamina B12, zinco e proteínas. Contudo, a anemia ferropriva (carência de ferro) é a mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Seu diagnóstico é feito através do hemograma, para dosar os valores do hematócrito e hemoglobina.

A anemia é uma doença essencialmente nutricional, exceto nos casos em que surge como resultado de alguma outra doença. As patologias que apresentam a anemia como sintoma podem ser: neoplasias, insuficiência renal crônica, doenças do trato gastrointestinal, hipotireoidismo, toxicidade medular por drogas, doenças hepáticas, infecções, AIDS, lúpus e alcoolismo.

Há também as anemias primárias, que são doenças de origem genética. As mais comumente encontradas são anemias falciforme e sideroblastica, esferocitose, talassemia, deficiência de G6PD e hemoglobinúria paroxística noturna. Entre os sintomas, estão o cansaço e apatia, palidez de pele e mucosas, palpitações, falta de ar, dor no peito, tonturas, hipotensão, câimbras, perda de atenção, dificuldade de raciocínio e atraso no crescimento das crianças.

O tratamento é baseado em alimentação rica em nutrientes. Há alimentos que são especialmente ricos em ferro, como fígado, carnes vermelhas e brancas, ostras e mexilhões, quinoa, gema do ovo, feijão, pimentão, couve, agrião, espinafre, acerola, limão, laranja, manga, uva e morango.

Alguns alimentos auxiliam a absorção do ferro pelo organismo, por exemplo: alimentos ricos em vitamina C (limão e laranja); ácidos orgânicos; carne vermelha (que, de acordo com estudos recentes, é capaz de aumentar em até três vezes a absorção do ferro); e fibras solúveis. Do mesmo modo, existem alimentos que atrapalham a absorção, devendo ser excluídos da alimentação, tais quais: alimentos ricos em compostos fenólicos (refrigerantes e café), em fitatos (cereais e alimentos integrais) e em cálcio (leite e derivados).

Outro agravante é consumir alimentos enriquecidos com ferro, acreditando estar se nutrindo. Na verdade, estes alimentos trazem mais malefícios do que benefícios à saúde. O que eles têm de antinutrientes não compensa a suplementação. O ideal é sempre procurar um médico que possa dar orientações quanto a uma alimentação nutricionalmente equilibrada, tanto para prevenir quanto para tratar as anemias.

Revisão: Maíra Ferreira

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Alice Amaral
Dra. Alice Amaral é médica especialista em Nutrologia e Medicina do Exercício e Esporte pela Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Nutrologia e Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Possui ainda pós-graduação em Nutriendocrinologia Funcional e Gerenciamento do Envelhecimento Saudável pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo (FACIS), além de Medicina Ortomolecular pelo Centro de Medicina Integrada Artur Lemos.
20-05-2015 |

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