COMO ABRIR O PRÓPRIO NEGÓCIO?

Descubra o que é preciso para se tornar um empresário bem sucedido

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Como abrir meu próprio negócio?

Especialistas concordam sobre a importância de ter um plano de negócio | Foto: Divulgação

Alguma vez na sua vida já pensou em montar o seu negócio ou conhece alguém que está seguindo esta trilha? Se sua resposta for “não” para os dois pontos, prepare-se para mudar de opinião, pois a cada dia mais brasileiros pensam nesta hipótese. Não é raro ver este tema sendo abordado nas propagandas de Rádio e TV, com informativos sobre empreendedorismo ou sobre algum empresário. O Jornal da Globo, por exemplo, tem quase uma coluna diária, com a Mara Luquet, falando sobre economia, mercado de trabalho, empresas e/ou citando casos bem sucedidos.

Segundo o SEBRAE, numa pesquisa aplicada junto ao IBGE entre 2000 e 2011, o Brasil tem mais de seis milhões de empresas. Destas, 99% são micro ou pequenas empresas e 51% se concentram na região Sudeste. Sendo que, em 2010, os ramos mais trabalhados são: comércio varejista (25%), Alojamento e alimentação (15%), serviços (15%), indústria de transformação (10%), entre outros. Ainda foi verificado que, a cada dois brasileiros, um pensa ou já é dono de um negócio, que 20% do PIB (Produto Interno Bruto) e 60% dos empregos são oriundos das MPEs. Ou seja, o nosso país, um tradicional “produtor” de mão de obra para o serviço público, está se voltando para as empresas.

Ainda falando sobre argumentos a favor do empreendedorismo, quando pensei em montar minha consultoria, um dos motivos que me movimentou teve a ver com a pouca qualidade das consultorias que me prestavam serviço, quando trabalhava em empresas. Você acreditaria se te dissesse que já me enviaram candidatos sem nem preencherem uma ficha, mas que afirmavam que tinham avaliado? É… No entanto, toquei neste assunto porque este motivo que citei aponta mais uma tendência do mercado. Enquanto em outros tempos o brasileiro abria uma empresa por necessidade, pois não tinha outra escolha (empreendedor por necessidade), hoje estes valores se inverteram. Para ser mais preciso, segundo o GEM (Global Entrepreneurship Monitor), a razão é 2/1 para o empreendedor de oportunidade. Isso significa que atualmente o brasileiro abre um negócio mais por identificação de uma oportunidade. Neste contexto, a economia tende a crescer.

Outro ponto muito importante tem a ver com a pergunta que te farei agora: Quais conhecimentos preciso para ser um empresário bem sucedido? Já alguns anos no mercado, percebi na prática que ser inovador e ter o conhecimento técnico não é o que mais importa. Falo sobre esses dois quesitos, pois por muito tempo, foi o que ouvi como imprescindível para a abertura de uma empresa.

Só para se ter uma noção, entre 2007 e 2008, um grande amigo teve uma ideia muito parecida com o modelo tão batido atualmente de compras coletivas, iniciado nos EUA em 2008 e implantado no Brasil apenas em 2010. Lembro-me de algumas reuniões em que discutiam algumas nuances do código (programação), mas que por divergências entre os sócios em relação a prioridades e implantação do projeto, o produto não foi à frente. Outro exemplo é o Google. Quando começaram, em 1998, já existiam outros buscadores há mais de dois anos, como o Cadê, mas, a qualidade de seu código de busca e, principalmente, a forma como foi colocada em prática, fizeram-no ser a potência que é hoje.

Ainda citando exemplos, as pessoas costumam acreditar que o diferencial é o conhecimento técnico. Acredita-se que um especialista leva grande vantagem sobre quem não entende. Novamente no ramo de compras coletivas, o fundador de uma grande empresa não sabia programar uma linha sequer no momento de sua fundação. No entanto, soube planejar e vender muito bem!  Afinal, você pode até entender sobre o ramo escolhido, mas se não souber preparar e medir seus passos e demonstrar os seus pontos fortes, não conseguirá convencer alguém a te contratar. Por este motivo, os especialistas concordam sobre a importância de um plano de negócio (business plan), que se caracteriza pelo agrupamento e planejamento da empresa.

Sua capacidade de planejamento e venda determinará o seu sucesso como empreendedor.

Conclusão:

De acordo com os números fornecidos pelo SEBRAE, além de outros órgãos que falam sobre o tema, é o empreendedorismo que será a salvação de nosso país, porque, além de gerar empregos, fomenta toda a economia. No entanto, se você está com o seu FGTS guardado e está cansado de seguir ordens, pense, planeje-se antes de tomar uma decisão. Como falei, ter um diferencial e conhecimento técnico são importantes, mas não bastam para determinar o seu sucesso. Por isto, faça cursos (O Empretec do SEBRAE é uma boa saída!), troque informações, estude o mercado! Desta maneira, você sentirá se sua ideia terá boa aceitação e se você tem as competências exigidas pelo mercado para sobrepujar todos os obstáculos que virão.

Abaixo seguem mais números do empreendedorismo no Brasil e no mundo:

Escolaridade:

  • 53,5% possuem de 5 a 11 anos de estudos (ensino médio); 25,1%, mais de 11 anos (universitários) e 20,2% com estudos entre 1 e 4 anos;
  • 52% dos estudantes brasileiros pensam em abrir uma empresa;
  • Entre estudantes de 18 a 24 anos, a carreira mais desejada é a de empreendedor. Em seguida, seguem as de Direito e Medicina, com 2% cada;
  • 50% dos empreendedores de países em alto crescimento possuem ensino superior. Já nos países emergentes, apenas 29%. Sendo que no Brasil, este número cai para, aproximadamente, 20%. Ou seja, nosso mercado ainda carece de conhecimentos, que sinaliza uma tendência de crescimento.

Faixa etária:

  • Em relação à idade, a faixa com mais empreendedores é a de 25 a 34 anos, com 22,2%. Seguida de perto vem os que se encontram entre os 18 e 24 anos, com 17,4%. Com 16,7%, seguem as pessoas entre 35 e 44 anos e com 16,1% são as pessoas com idade entre 45 e 54 anos. Por último, com 5,5%, seguem empreendedores entre 55 e 64 anos.

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Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira

Carlos Eduardo Pereira é consultor de Carreiras do Bê-á-bá do RH, psicólogo há oito anos formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), Coach de Carreiras e está cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Já trabalhou no Senac Rio e na empresa de Call Center TMKT como analista de RH, desenvolvendo recrutamento e seleção para grandes clientes como L'Oréal, Banco do Brasil, Itau, Sulamérica, Claro. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.
18-05-2015 |

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