Luís Navarro conta um pouco mais sobre seu trabalho

Ator mora na Barra há quase um ano e adora o bairro

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Luís Navarro estreou na Globo pela novela “Boogie Oogie” | Foto: Alessandro Cecconi

No mês em que o Dia Internacional do Café é comemorado, nada mais gostoso do que bater papo com alguém pra lá de especial: o Seu Vizinho Luís Navarro, o ator que mora na Barra há menos de um ano e que fez sua estreia na Rede Globo na novela “Boogie Oogie.”

– A novela “Boogie Oogie” da Globo acrescentou bastante na minha carreira, estou aprendendo muito com todos os atores e buscando referências e novos horizontes na interpretação. Queria ser jogador de futebol, mas entrei no teatro na época do colégio, quando tinha 16 anos. Me apaixonei e resolvi estudar artes cênicas – .

O artista  nasceu em São Paulo, estudou Artes Cênicas na Universidade São Judas Tadeu e veio morar na Barra há cerca de sete meses. Estreou na Globo naquela trama, mas para chegar lá teve que mostrar o peso da sua experiência. Participou do seriado “9 milímetros “do canal Fox, fez a novela “Dance Dance Dance” em 2007, exibida pela Bandeirantes e trabalhou em “Chiquititas”, em 2013 no SBT. Além disso, esteve entre os 48 atores de mais de 15 mil participantes do concurso “Talento Malhação” do “Caldeirão do Huck” e já fez publicidade de diversas marcas.

 Como foi sua trajetória para entrar no teatro e, especialmente na TV e hoje ser conhecido pelo grande público?
Me dediquei em cursar Artes Cênicas na Universidade São Judas, depois fiz aulas de canto, dança, circo e fui buscando uma certa versatilidade na carreira. Fiz cursos de interpretação para TV, fiz o concurso do “Caldeirão do Huck” e fiquei entre os 48 de 15 mil inscritos. Isso me despertou uma vontade maior de querer trabalhar na televisão. Surgiram participações na Fox e no SBT, até que sem eu menos esperar, já estava assinando o contrato com a Rede Globo.

Há diferenças entre trabalhar para a TV e para o teatro?
Tem muita diferença! Ambos têm sua complexidade, mas o teatro é o aqui e agora e a TV é a outra linguagem. É mais introspectiva. Eu amo fazer os dois, porque são desafios diferentes. Sempre com objetivo de passar a verdade cênica.

Além de ator, você também é autor e cantor. Como essas duas atividades surgiram na sua vida?
Adoro escrever poesias, pequenas peças, alguns curtas etc. Atualmente, escrevo algumas letras de músicas, mas tudo surgiu por referências de artistas que fui conhecendo, fui tomando gosto. O canto surgiu da paixão pelos musicais.

Você é formado pela Universidade São Judas Tadeu, mas fez outros cursos também ligados às artes cênicas?
Sim, fiz Escola de Atores Wolf Maya, curso de interpretação e Fernando Leal. Fora workshops de interpretação para TV.

Você faz parte do grupo “Os Crespos”. O que você ressalta no trabalho da cia teatral para a inserção do negro na história artística no Brasil?
“Os Crespos” é uma raridade em São Paulo em ressaltar o negro. Alguns grupos têm essa pesquisa, mas “Os Crespos” é intenso no sentido de criação colaborativa. Todos têm voz dentro do grupo. Me percebi como negro realmente trabalhando com eles e me orgulho do meu Black Power.

O que você acha que falta na cena artística no Brasil em relação aos negros?
Falta oportunidade, papéis mais elaborados. O negro ainda tem o papel do serviçal em muitos trabalhos. Somos 53% da população brasileira e é tudo muito velado nesse país. Sempre as mesmas carinhas na TV, cinema e teatro. O Babu foi uma exceção no “Tim Maia”. Tem muito que se melhorar, não só no Brasil, mas no mundo. Um dia, os olhos claros serão apenas olhos claros.

Em algum momento você chegou a pensar em desistir de ser ator?
Sim. Durante minha trajetória, é claro que várias dificuldades surgiram, mas resolvi ir até o fim. É isso que eu quero e é isso que vou fazer.

O que você falaria para quem pretende seguir a carreira artística?
Não queira ser famoso, queira ser artista, ser humano. Tenha humildade acima de tudo. Não queira ser quem você não é para agradar ninguém. E o mais importante: tenha amor próprio, paciência e fé que sua hora vai chegar e quando ela chegar, aproveite, pois ela vai passar e o ciclo continua.

Rapidinhas

Há quanto tempo mora na Barra?
Moro há sete meses.

Por que escolheu a Barra para morar?
Porque é próximo ao Projac.

O que você faz quando não está trabalhando?
Faço academia, escrevo, leio e toco violão.

Quais lugares da Barra costuma frequentar?
Parque dos Atletas e Paris 6 Bistrô.

Quais os pontos positivos do bairro que escolheu para viver?
Praia e Projac perto.

O que você falaria para alguém que quisesse morar na Barra?
Diria que é o melhor lugar para se morar no Rio de Janeiro. Tem várias opções de lazer e gente bonita.

Você gosta de café?
Sim.

Já teve a oportunidade de conhecer antigas fazendas de café?
Eu fui em uma fazenda de café no interior de São Paulo por conta de uma pesquisa de uma peça. Lá era uma senzala também.

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Rafaela Tayão
Sou jornalista apaixonada pelo trabalho on-line, atraída pelo Marketing Digital e encantada pelo poder que as palavras têm. Fico mais feliz ainda quando sei que é por elas que muita gente encontra o que quer!
24-04-2015 |

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