Aluguel de loja de rua, galeria e shopping – Vantagens e Desvantagens

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Aluguel de loja de rua, galeria e shopping – Vantagens e Desvantagens

Antes de alugar seu espaço comercial, confira os prós e contras | Foto: Divulgação

O assunto desse mês é sobre as vantagens e desvantagens de se alugar uma loja – na rua, em galeria e no shopping. Uma das primeiras das principais preocupações do empreendedor que deseja abrir um negócio está relacionada ao ponto de venda. É preciso avaliar com bastante calma todas as vantagens e desvantagens de cama uma das opções, levando-se sempre em consideração: o perfil do cliente e o montante disponível para investimento.

– Shopping, loja de rua ou galeria?

Há uma considerável diferença de valores entre pontos localizados nas ruas ou em shoppings. Para ajudá-lo a se definir, vamos pensar no tipo de produto que será comercializado: a compra será planejada (o cliente procurará especificamente por aquele produto) ou será por impulso?

Na opinião de especialistas, quando se trata de compra planejada, as lojas de rua são as melhores opções. Se a compra for por impulso, as lojas de shopping são as mais adequadas.

Um meio termo entre as lojas de rua e os shoppings são as galerias, que possuem a liberdade das lojas de rua com as facilidades de um centro comercial.

– Loja em shopping centers: vantagens e desvantagens

Vantagens – A principal é a segurança. A segunda é a maior visibilidade devido às campanhas promocionais, sobretudo em datas comemorativas que acaba por atrair mais consumidores.

Desvantagens – Custos – As campanhas são financiada pelo FPP – Fundo de Publicidade e Propaganda. O FPP é pago pelo lojista e gira em torno de 20% do valor do aluguel mínimo, custo que não existe na loja de rua, embora também não exista, na maioria dos casos, uma estratégia de divulgação das mesmas.
Os custos de abertura são muito maiores para uma loja em shopping. Há taxas específicas para o início do negócio, como a cessão de direitos e a taxa de adesão. A cessão de direitos tem valor variável de acordo com a negociação e garante ao lojista um contrato de cerca de cinco anos, com possibilidade de renovação. É como se o ponto fosse “comprado”. Já a taxa de adesão é paga quando o contrato é válido por menor período e corresponde a um valor igual a cerca de 3 a 4 vezes o valor do aluguel. O direito à renovação não é dado ao lojista. Outra negociação será necessária ao final do contrato.
O empreendedor também vai precisar arcar com as obras. Em shoppings, elas são mais onerosas, pois há necessidade de vários projetos – arquitetônico, hidráulico, de ar-condicionado, elétrico, de incêndio. Após o projeto ser aprovado pelo shopping outros custos se impõem. É prática os shoppings oferecerem 30 dias de carência para realização das obras. Contudo, entre projetos e execução, o período costuma ser bem maior, o que significa que o comerciante arcará com valores de aluguel, condomínio, IPTU e afins antes de abrir as portas.
É importante lembrar que todos esses custos devem ser levados em consideração na formação de preços. Nesse sentido, o lojista de shopping precisa agregar valor a seus produtos e serviços e focar em um cliente cuja sensibilidade à variação de preço seja menor. O cliente de shopping center costuma se dispor a pagar mais, desde que receba maior comodidade, segurança e que a experiência de compra seja diferenciada.

– Loja de rua: vantagens e desvantagens 

Vantagens – O lojista que opta por abrir seu estabelecimento na rua não arca com os custos de fundo de promoção similares aos dos shoppings. Lojistas de rua afirmam que seu grande diferencial é o atendimento. Ele se contrapõe ao auto-serviço de muitas lojas de shopping, o que gera uma fidelização consideravelmente maior. Esse tipo de empreendimento precisa agregar o relacionamento com o cliente para manter-se financeiramente saudável.

Desvantagens – Investimento individual em publicidade. Divulgação é essencial para aumentar o número de pessoas que conhecem sua loja. Mesmo após ter alcançado um público fiel é preciso continuar investindo em publicidade. Afinal, as pessoas mudam o seu comportamento, novos consumidores passam a fazer parte da área de abrangência de seu negócio e é preciso continuar se comunicando com o seu público. 

O empreendedor também deve estar atento à dificuldade de estacionamento nos grandes centros. Não raro os clientes desistem ou adiam uma compra por não conseguirem espaço próximo à loja. Fica uma dica: optando por abrir uma loja de rua, crie condições para facilitar o estacionamento de seu cliente. Outro ponto que preocupa os comerciantes de bairro é a segurança. Não é viável estender o horário de atendimento em certas regiões, como ocorre nos shoppings, em épocas de datas comemorativas. 

– Loja em galerias: vantagens e desvantagens

Vantagens – A principal vantagem é que muitas têm um público-alvo estabelecido, o que aumenta a possibilidade de vendas. Além disso, por ter menos lojas do que os shoppings, os empreendedores conseguem tomar decisões de maneira mais rápida e menos burocrática. Nas galerias, os empresários têm mais liberdade para fazer uma divulgação focada e contam com mais segurança.

Desvantagens – Os preços costumam ser mais altos do que os pontos comerciais de rua. Falta e dificuldade de estacionamento

Considerações finais – É essencial que o empresário saiba que público pretende atender. Não há uma escolha certa e outra errada. O que existe é a definição de uma estratégia. Essa decisão cabe ao empreendedor. Nesse sentido, o planejamento propiciará mais acertos, sendo o primeiro movimento rumo ao sucesso da empresa. Realizar um plano de negócios avaliando os aspectos financeiros e de marketing é vital para entender o funcionamento da empresa e do mercado antes de investir suas economias, seu tempo e seus sonhos. Não tenha pressa de escolher um ponto comercial, pois o tempo gasto na procura do local para instalar sua loja deve ser visto como um investimento, que pode render excelentes frutos, se você estiver disposto a pesquisar e negociar. Se ainda assim você estiver com dúvidas, uma saída é contratar um consultor especializado.

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Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo possui 23 anos de experiência nas áreas de turismo e imóveis. É bacharel em Turismo pela Universidade Estácio de Sá, fez faculdade de Gestão Imobiliária, é especialista em Administração de Hotéis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), possui habilitação e experiência na avaliação judicial de imóveis e registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Atualmente, é diretora da Rio Imóveis Prime.

23-02-2015 |

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