COMO A ANSIEDADE E O MEDO ESTÃO CORRELACIONADOS

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ansiedade - interno

Quantas vezes você já foi prejudicado na sua vida, no trabalho ou entre amigos por conta da sua ansiedade e medo? Saiba como equilibrar-se emocionalmente diante desses fatores que norteiam o nosso dia a dia.

Ao acordar, já nos deparamos com vários estímulos provocadores da ansiedade, desde o tocar do despertador, levantar, escovar os dentes, tomar café, trânsito, cumprir horários, acúmulos de trabalho, etc. Pensamentos negativos também surgem ao longo desses eventos estressantes, dificultando ainda mais a realização de uma tarefa. Para isso, é importante que você mude o foco da sua angústia e dos seus pensamentos intrusivos. Ao invés de pensar que não vai dar certo por isto ou aquilo, organize suas ideias para que você almeje a conclusão das suas tarefas. Nisso, você já conseguiu sair da sua zona de conflito para uma zona de solução. Diminuindo, assim, quase 60% do seu nível de ansiedade, medo e negativismo.

A ansiedade está correlacionada ao medo. Ansiedade é um estresse antecipado por algo que não sabemos de fato o que é, e para qual não temos uma resposta definida. Já quando sentimos medo, tendemos a fugir dele. Por exemplo, se eu tenho medo de cachorro, fujo ou evito esse confronto. A ansiedade pode nos deixar em um estado extático, sem saber como reagir ou fazer. Quando existem fatores de ansiedade frequentes, podemos chegar a um nível de estresse alto. Por isso, o medo e a ansiedade se entrelaçam.

Três fatores básicos são provocados pela ansiedade: a superestimulacao (algum estímulo qualquer que provoque excitação), a incongruência cognitiva (nada faz sentindo, e por isso, não “fecha”), e a não disponibilidade de resposta (sem reação, a pessoa não sabe como agir).

Existem alguns fatores que diferenciam o medo da ansiedade. O medo nos leva à fuga, pelo seu alto nível de excitação elevada. A ansiedade gera em nós conflito, duvidas e receios, sempre com sensação de que algo ruim está prestes a acontecer.

Muitas ansiedades surgem pela imitação ou identificação. Algumas pessoas que vivenciaram ou presenciaram algo muito traumático na infância, por exemplo, tendem a repetir na vida adulta comportamentos de estranhamento em determinadas situação. Tipo, se uma criança viu alguém se afogar ao aprender a nadar, isso pode gerar um bloqueio de medo, ansiedade ou uma angústia quando estiver diante de uma piscina, praia, rios, etc. Porém, da mesma forma, uma pessoa pode diminuir a ansiedade quando se espelha em alguém que passe por situações parecidas e não demonstrar ansiedade ao nadar.

Existem alguns exercícios que podem ajudar você nesse processo de ansiedade. Eles variam entre técnicas de respiração, relaxamentos físicos, caminhadas e/ou atividade prazerosas. É importante realçar que cada caso é um caso, algumas pessoas desenvolvem ansiedades patológicas, sendo necessário a avaliação médica e psicológica. É indicado também o uso da psicoterapia para propiciar qualidade de vida e bem estar e o uso de medicação para equilibrar e reajustar cognitivamente suas emoções e ansiedades.

 

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Tamires Alves Povoa Saraiva

Tamires Alves Povoa Saraiva

Psicologa Clínica, em desenvolvimento na especialização de neuropsicologia. Co-fundadora do projeto EXPE de Orientação Vocacional, voltado para adolescentes e jovens que desejam decidir o que escolher na vida e na carreira profissional. Palestrante e amante da psicologia. E-mail: tamires.saraiva.psi@gmail.com
01-02-2018 |

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