Apadrinhamento afetivo

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Crianças e adolescentes que moram em serviços de abrigo e estão afastados de suas famílias, com possibilidades remotas de retorno às suas casas (por diversos motivos), precisam mais ainda de adultos que os acompanhem.

Embora construam vínculos com adultos nos abrigos onde estão amparados, tais como: educadores, técnicos, professores, etc., a maioria dessas relações se restringe ao período de acolhimento e ao tempo de trabalho na instituição – afinal, o vínculo construído é fundamentalmente profissional, o que dificulta a continuidade e durabilidade dessa relação, muito diferente do vinculo familiar.

A motivação para a criação deste programa foi o fato de que muitas crianças criadas nos abrigos chegam à adolescência com muita insegurança, pois não têm vínculos com ninguém fora do abrigo e não têm o mínimo de experiência com a rotina familiar, desta forma não tendo condições de construir sua família e ainda sem condições de arcar com as próprias despesas aos 18 anos.

Ressalta-se que muitos desses adolescentes que passaram a maior parte de sua vida em abrigos, quando saem do serviço de acolhimento e se lançam na vida adulta, se sentem sozinhos e não têm com quem contar para enfrentar os pequenos e os grandes desafios da nova fase de vida.

O Apadrinhamento Afetivo é um programa que facilita a construção de relações próximas, afetivas e duradouras entre crianças e adolescentes com adultos. Estamos a falar de um encontro carregado de carinho, vivências, descobertas e cuidado – mas também conflitos, frustrações, altos e baixos. O objetivo é que a criança ou o adolescente tenha contato com o máximo de rotina da família, como exemplo: lavar o cachorro, ir ao cinema, participar de um futebol, frequentar festinhas daquela família, enfim, presenciar e se sentir acolhido pela família.

Importante ressaltar que esse programa não é para adotar a criança e o padrinho também não terá a guarda da criança nem se comprometerá com uma contribuição financeira. A intenção não é oferecer ajuda financeira e sim apresentar a estrutura familiar, a convivência com pessoas que estão ali para apoiar e orientar na sua vida estudantil, profissional e até ensinar a criar laços afetivos.

Padrinhos afetivos tornam-se figuras significativas que se comprometem a acompanhar crianças e adolescentes por um longo período de tempo. Para ser voluntário deste programa, a pessoa precisa ser maior de 18 anos, independente de sexo, raça e estado civil, apresentar ficha de inscrição e documentos, ter diferença de 16 anos entre padrinho(a) e afilhado(a). Participar das oficinas e reuniões com a equipe do projeto, e ainda ter disponibilidade de tempo para se dedicar ao afilhado (visita à entidade de acolhimento, à escola, passeios, etc.).

O padrinho assume obrigações de visitar regularmente a instituição, levar o afilhado para passear, quando possível, proporcionando convivência familiar e comunitária saudável, além de respeitar as regras e normas colocadas pelos responsáveis do programa e das entidades de Acolhimento.

E a mais relevante informação é que o seu afilhado ficará feliz se puder contar com você!

 

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Cátia Vita

Cátia Vita

Graduada em Direito, advogada com dedicação exclusiva nas áreas: Cível, Empresarial, Família, Trabalhista e Previdenciário, desde o início de sua carreira. Além de advogada, apaixonada e incansável em sua profissão, Cátia formada também em coaching, paixão que, em conjunto com a advocacia criou um novo método de advogar. Trabalhos desenvolvidos: Responsável pela criação do CRV advogados que atuam há mais de 10 anos no mercado da advocacia. Criadora também do Projeto Social de Orientação Jurídica na AMUNICON – Cidade de Deus desde 2014.
 
Cátia Vita

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