Ator mirim e dublador, conheça Enzo Dannemann

Depois de outras participações em filmes, séries e desenhos, Enzo ataca de dublador em Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o filme

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Enzo aos três anos começou a fazer teatro na escola | Foto: Agência Gato Mia

Com apenas quatro anos de idade, Enzo Dannemann começou sua carreira no teatro musical – o que, logo de cara, lhe rendeu dois prêmios como ator revelação. Depois, não parou mais: o pequeno fez uma participação na série “A Teia” e ainda foi protagonista do curta “Amor, primeiro” (vencedor do festival Rio, eu te amo em 2014).

Agora, com 9 anos, depois de outras inúmeras participações em filmes, séries e desenhos, Enzo ataca de dublador em Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o filme. Para encarnar o carismático Linus, ele fez cursos de dublagem e até hoje se dedica a workshops na área. Nessa entrevista, ele conta para gente os desafios e prazeres do teatro e da dublagem, qual dos dois prefere e como está sendo dublar um personagem tão querido pelo público. Confira:

Como e quando começou a sua carreira de ator?
Desde os 3 anos, eu fazia teatro na escola, mas minha carreira profissional começou aos 4. Meu irmão mais velho já fazia teatro com a Mareliz Rodrigues, e então veio o convite dela para que eu fizesse uma participação em sua peça. Eu só aparecia no final, vestido de ursinho e cantando um solo. Na segunda semana de espetáculo, a Lili aumentou a minha participação e eu dei conta do recado. De lá para cá, nunca mais parei.

E a dublagem? Como entrou na sua vida?
Eu tenho a Mareliz Rodrigues como um anjo na minha vida. Ela me inseriu no teatro, na TV e também na dublagem. Eu sempre tive vontade de dublar, até comecei a ler e escrever cedo por conta disso. Tenho muitos amigos que são dubladores e que sempre me incentivaram. Em setembro de 2014, a tia Lili ligou para minha mãe dizendo que precisavam de uma voz de menino para os comerciais de aniversário do Mickey, no canal Disney Jr. Eu fui, fiz o teste e passei. Depois desse dia, entrei num curso de dublagem e até hoje faço cursos e workshops.

Tem preferência entre atuar e dublar? O que considera mais difícil?
Gosto muito de teatro e estou a cada dia mais apaixonado pela dublagem. Eu acho dublar um pouquinho mais difícil, porque tem que se ligar nos loopings, no sincronismo, às vezes mudar a voz… No momento, é o que mais estou gostando de fazer. Mas também já estou ensaiando a minha próxima peça.

Como foi a experiência de dublar um personagem tão clássico como o Linus?
Os testes para as vozes de Snoopy e Charlie Brown – Peanuts começaram no início do ano passado. Fiz o teste para o personagem em maio e o resultado só veio em setembro. Foram 4 meses vendo vídeos no YouTube, perguntando aos meus pais sobre os personagens, etc. Eu gostei muito de dublar o Linus e, sem dúvida, ele é o meu preferido. Além de ser uma coincidência, já que eu também tinha um “cobertorzinho inseparável” quando era menor.

Pretende seguir a carreira no futuro? Ou tem vontade de trabalhar em outras áreas?
Com certeza, quero ser ator e dublador para sempre, até ficar velhinho. Curto muito ouvir minha voz em desenhos, filmes, documentários… E o teatro, nem se fala! Daqui a pouco, estarei em cartaz de novo.

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Maíra Ferreira

Maíra Ferreira

Maíra Ferreira é formada em Letras pela UFRJ, mestranda em Teoria Literária pela mesma instituição e atua como revisora e editora da Utilità. Publicou seu primeiro livro de poemas – denominado A primeira morte – pela Oficina Raquel e edita a revista digital Oceânica, focada na publicação da poesia produzida por mulheres. Posta looks plus size no Instagram (@mairacomacento) e também escreve sobre relacionamentos, feminismo e vida em seu blog: http://mairacomacento.com.br

 
18/02/2016 |

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